O futuro da Oi está sendo julgado e, nesta terça-feira (30) a falência da empresa só não foi ratificada por conta de um pedido de vista.
O julgamento de procedência de um pedido de falência da tele foi interrompido na Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro após o desembargador Augusto Alves Moreira Júnior pedir vistas.
Anteriormente, a desembargadora Mônica Di Pierro, relatora da ação, havia dado parecer favorável à falência da Oi, que havia sido decretada em dezembro de 2025 pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
O vai-e-vem da Oi
Desde que entrou em declínio financeiro e começou a ver sua base de clientes se esfacelar, a Oi não teve mais um dia de paz. São processos trabalhistas, protestos de credores, vendas de subsidiárias embargadas e outros problemas que refletem diretamente o caos da antiga maior operadora do país.
Após o decreto de falência de novembro do ano passo, uma liminar derrubou a decisão, mantendo o regime de recuperação judicial que está vigente atualmente. Porém, a liminar foi expedida apenas para que o colegiado do TJRJ tenha tempo de julgar a ação, o que está sendo feito agora.
Com o pedido de vistas do desembargador Augusto Alves Moreira Júnior, ainda não se sabe ao certo se o parecer da relatora Mônica Di Pierro vai obter maioria no colegiado. Contudo, caso isso ocorra quando o julgamento for retomado, é quase certo que o fim definitivo da Oi seja escrito.
Também não há data marcada para o retorno do julgamento. Até lá, a operadora segue em regime de recuperação judicial, protegida contra execuções de dívidas e penalidades.
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Apesar da monotonia da empresa em si, o entorno da Oi tem sido bastante movimentado nas últimas semanas, com leilões e negócios frustrados.
Recentemente noticiamos que o leilão para venda da Oi Soluções foi remarcado, uma vez que a rodada inicial não obteve lances. Essa venda servirá para cobrir dívidas da empresa.
Também comentamos sobre o imbróglio envolvendo a venda da V.tal, que é rejeitada por credores da Oi. Depois de um parecer favorável da justiça, a venda teve sua homologação suspensa pelo mesmo desembargador Augusto Alves Moreira Júnior dias atrás. O negócio está avaliado em R$ 4,5 bilhões.












