De acordo relatório da empresa Group-IB, especializada em cibersegurança, um novo e poderoso vírus cibernético está circulando pela internet e tem forte potencial destrutivo.
Trata-se de um trojan capaz de acessar dispositivos móveis remotamente, uma categoria de malwares conhecida como RAT. Além disso, o vírus agora detectado é uma versão melhorada do poderoso RedHook, descoberto em 2025.
Esses agentes maliciosos estão mais “inteligentes” e com a capacidade de quebra de barreiras de segurança aumentada. Além disso, tendem a ser menos detectáveis que versões anteriores.
Os primeiros relatos de infecção são do sudeste asiático, especialmente no Vietnã e na Indonésia. Porém, qualquer dispositivo Android do mundo pode ser invadido pelo software malicioso.
O modus operandi da ameaça
Assim como outros vírus da mesma “espécie”, o RedHook infecta dispositivos por meio de softwares instalados clandestinamente em dispositivos móveis Android. Para fazer essa instalação, dois caminhos são utilizados: links suspeitos e engenharia social bem-sucedida.
Na primeira opção, os criminosos simplesmente enviam um link, geralmente via e-mail ou SMS, a vítima clica e o estrago já está feito. Na segunda, a pessoa é contactada via ligação e persuadida a instalar um aplicativo de origem suspeita por meio de páginas da web que se passam pela Google Play.
A instalação de um aplicativo por fora da loja oficial do Android só é possível por meio de um arquivo APK. Depois de baixado e instalado, esse software malicioso ainda precisa de determinadas permissões que somente o usuário dono do dispositivo pode conceder.
Depois de completamente instalado no smartphone ou tablet, o software passa a agir clandestinamente roubando dados da vítima. No caso do RedHook, a raspagem é profunda, sendo dados bancários e informações sensíveis os alvos preferenciais.
Para se ter uma ideia, trojans desse calibre podem conceder o controle total de um dispositivo aos seus “senhores”, indo desde o que digitado até o que passa na tela.
Uma vez com a posse dos dados das vítimas, os hackers que controlam o malware podem cometer fraudes e até vender dados pessoais para outros bandidos que atuam no submundo da internet.
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Como se proteger?
Conforme explicamos na introdução do artigo, essa nova versão do malware RedHook começou a circular no Vietnã e outros países do sudeste asiático, como a Indonésia.
Entretanto, já é relativamente comum ver casos de vírus oriundos dessa região do mundo infectando aparelhos no ocidente. Então, é bom abrir o olho.
Dentre as principais formas de proteção, estão:
- Jamais instalar aplicativos fora dos canais oficiais (lojas de aplicativos do Google e da Apple);
- Ler muito bem as permissões requeridas por apps antes de concedê-las (mesmo aplicativos legalizados);
- Ignorar ligações de números desconhecidos, sobretudo chamadas internacionais;
- Nunca fornecer dados pessoais ou seguir instruções que chegam por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens;
- Jamais clicar em links suspeitos, onde quer que estejam.
Os vírus cibernéticos estão cada vez mais modernos e difíceis de combater, mas as formas de se proteger deles seguem idênticas.












