A Apple pode passar a bloquear remotamente o iPhone alugado por clientes que atrasarem pagamentos, segundo um novo relatório do site 9to5Mac. A publicação encontrou, no código do iOS 27, um sistema de gerenciamento de recursos por aplicativos parceiros, batizado de App Managed Features, que permite a instituições financeiras monitorar contratos de aluguel e restringir o uso do aparelho quando há inadimplência.
De acordo com a apuração, o mecanismo aparece de forma “inequívoca” no código da versão beta do iOS 27, que a Apple deve lançar em setembro ao lado do iPhone 18, e pode chegar depois a modelos mais antigos por meio de uma atualização do iOS 26. Nos Estados Unidos, a novidade estaria ligada ao programa de aluguel “Apple Upgrade”, em parceria com a fintech Klarna, para assegurar o cumprimento dos contratos de financiamento.
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COMO FUNCIONA O MODO RESTRITO
De acordo com a reportagem, o sistema encontrado no iOS 27 pode colocar o iPhone alugado em “Modo Restrito” caso o financiamento deixe de estar em dia. Nesse estado, o aparelho passa a liberar apenas um número limitado de aplicativos e recursos, enquanto o restante da tela fica bloqueado até a regularização do pagamento. A lista de aplicativos liberados inclui itens essenciais, como leitor de acessibilidade, loja de aplicativos, telefone e configurações do sistema.

APLICATIVOS QUE CONTINUAM DISPONÍVEIS
De acordo com o código encontrado, a lista de aplicativos que seguem acessíveis durante o bloqueio inclui:
- Leitor de Acessibilidade
- App Store
- Saúde
- Lupa
- Telefone
- Relógio
- Ajustes
- Carteira
- Senhas
- A própria interface do Modo Restrito
Aplicativos que enviam alertas críticos, como Mensagens, Casa e aplicativos de saúde ou segurança, também podem continuar liberados, mas cabe ao provedor financeiro decidir quais exceções valem para cada contrato. O código também indica que assinaturas feitas dentro de aplicativos bloqueados continuam sendo cobradas normalmente, mesmo sem acesso ao aplicativo durante a restrição.
QUANTOS ATRASOS ATIVAM O BLOQUEIO
A apuração indica que não existe um número fixo de parcelas em atraso que dispare automaticamente o Modo Restrito. Cada aplicativo de financiamento parceiro da Apple decide, de acordo com sua própria política interna, quando ativar a restrição no iPhone alugado. A Apple também testa um novo bloqueio de ativação, o Partner Finance Lock, para impedir revenda ou desmonte do aparelho financiado.
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POR QUE A APPLE TESTA ESSA FUNÇÃO
O momento do teste coincide com uma alta generalizada nos preços de eletrônicos. A crise global de chips de memória, apelidada de RAMageddon, encareceu a fabricação de smartphones, e o executivo-chefe da Apple, Tim Cook, já sinalizou que um reajuste nos preços do iPhone é praticamente inevitável. Programas de aluguel como o Apple Upgrade surgem como alternativa para reduzir o valor das parcelas mensais.
COMO FUNCIONARIA O APPLE UPGRADE
Segundo a Bloomberg, o programa Apple Upgrade deve ser lançado ainda neste mês nos Estados Unidos, em parceria com a fintech Klarna. Pelo modelo, contratos de iPhone e Apple Watch teriam duração de 24 meses, enquanto Mac e iPad ficariam vinculados a contratos de aluguel de 36 meses, com opção de quitação antecipada ou troca por um aparelho novo antes do fim do prazo.
E NO BRASIL? ONDE ALUGAR?
No Brasil, o aluguel de iPhone já é uma realidade oferecida por empresas como iPlace, Allugator e LeapFone. A iPlace, revendedora autorizada com selo Apple Premium Reseller, disponibiliza o iPlaceClub, serviço de assinatura que entrega iPhones atualizados mediante mensalidades pagas ao longo de 21 meses. Já a Allugator, uma das pioneiras do setor no país, trabalha com contratos de 12 a 24 meses, enquanto a LeapFone adota o conceito de aluguel de celular como serviço.
Até o momento, o mecanismo revelado pela reportagem está associado ao programa Apple Upgrade, feito em parceria com a Klarna e voltado para o mercado americano, sem confirmação oficial de que o recurso será adotado por locadoras brasileiras. Ainda assim, empresas de aluguel corporativo no país, como a BR Mobile, já recorrem a ferramentas próprias de gerenciamento remoto de dispositivos, conhecidas como MDM, que permitem bloquear ou monitorar o aparelho independentemente do sistema da Apple.












