A Defesa Civil restringiu o acesso dos estados ao sistema de alerta após um ataque cibernético registrado na madrugada de sábado (20). A medida, anunciada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional neste domingo (22), centraliza temporariamente os disparos no Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres, em Brasília, enquanto a Polícia Federal investiga a invasão.
Agora, sempre que identificarem risco de evento climático extremo, as Defesas Civis estaduais precisarão solicitar o disparo do alerta diretamente ao Cenad, já que o acesso direto das unidades federativas à plataforma permanece bloqueado desde o incidente.
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SISTEMA SEGUE EM AMBIENTE FECHADO
Segundo o ministério, a plataforma do Defesa Civil Alerta continua operacional, mas funciona apenas em ambiente fechado, exclusivo para o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres. A ferramenta foi retirada temporariamente do ar pela Defesa Civil Nacional logo após o incidente e ainda segue em fase de validações para a retomada integral da operação, sem prazo definido pelo governo.
De acordo com Tiago Schnorr, coordenador-geral de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil Nacional, não há previsão para o restabelecimento completo da plataforma. A equipe de tecnologia da informação do ministério segue revisando protocolos e mecanismos de segurança necessários para garantir a estabilidade da operação antes de devolver o acesso direto aos estados.
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INVESTIGAÇÃO SOBRE O ATAQUE CONTINUA
Em nota, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional afirmou que as investigações sobre a origem da invasão e a forma de acesso à plataforma continuam em andamento. A pasta destacou que, até o momento, não há confirmação sobre a autoria ou a dinâmica do ataque, e que aguarda a conclusão da apuração técnica e policial para divulgar mais detalhes sobre o caso.
“As investigações seguem em andamento para identificar a origem da invasão e a forma de acesso à plataforma. Até o momento, o ministério não confirma hipóteses sobre a autoria ou a dinâmica do ataque, aguardando a conclusão da apuração técnica e policial.”
A Polícia Federal abriu, no último sábado (20), uma investigação preliminar para apurar o suposto ataque hacker ao sistema de alerta. Esse tipo de procedimento antecede a instauração formal de um inquérito policial e busca reunir os primeiros elementos sobre a invasão antes do aprofundamento das apurações pelos órgãos federais responsáveis pelo caso.

ENTENDA O CASO
O incidente teve início quando o sistema da Defesa Civil disparou alertas sonoros com a palavra misantropia, termo que remete ao ódio pela humanidade, entre 23h41 de sexta-feira (19) e 1h23 de sábado (20). Os disparos acionaram o nível Extremo da plataforma, reservado a situações de risco iminente à vida da população em diversas capitais do território nacional.
Segundo o governo federal, o comportamento dos disparos não seguiu o padrão operacional normalmente adotado pelo sistema, o que reforçou a suspeita de um ataque hacker à plataforma de alertas. Até o momento, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional não informou se a ação partiu de uma única pessoa ou de um grupo organizado de invasores.
Como resposta ao ataque, o governo federal suspendeu as contas de usuários envolvidas no incidente de segurança cibernética e bloqueou todos os acessos externos à Interface de Divulgação de Alertas Públicos, medida que segue em vigor enquanto a apuração completa da invasão não é concluída pelas autoridades técnicas e policiais responsáveis pelo caso.
COMO FUNCIONAM OS NÍVEIS DE ALERTA
A ferramenta da Defesa Civil emite dois tipos de notificação para a população, com comportamentos diferentes no celular:
| Nível | Quando é usado | Comportamento no celular |
|---|---|---|
| Severo | Chuvas fortes, risco de deslizamentos ou alagamentos | Som de beep, sem interromper o modo silencioso; tela bloqueada até o usuário fechar |
| Extremo | Risco grave e iminente à vida e ao patrimônio | Sinal sonoro ativo mesmo em modo silencioso; tela congelada, sem opção de desativar |
Para receber o alerta severo, é preciso acessar as configurações do celular e habilitar a opção. Já o alerta extremo vem ativado de fábrica nos aparelhos, sem possibilidade de desativação pelo usuário.












