Conforme noticiamos, a TIM adquiriu, ainda em fevereiro, a V8.Tech, empresa especializada integração e soluções digitais. E isso tem contribuído positivamente para um novo posicionamento da operadora.
A companhia tem investido pesado em facilitar a produtividade no campo, com o desenvolvimento de produtos direcionados a nuvem, análise de dados e monitoramento.
Inclusive, estima-se que mais de 26 milhões de hectares de áreas produtivas ao redor do Brasil já contem com a rede 4G da TIM. Além disso, outros 53 milhões de hectares também já contam com serviços de Internet das Coisas (IoT) fornecidos pela operadora.
Agro é pop, agro é automático?
O investimento em cobertura de telefonia móvel e IoT para o campo feito pela TIM tem um objetivo claro: reduzir custos ao automatizar tarefas no agronegócio.
Com uma boa conectividade, tudo fica mais prático. Desde o uso de máquinas automatizadas até o sensoriamento de terrenos para evitar incêndios e prevenir pragas, as possibilidades ficam mais claras.
Alexandre Dal Forno, diretor de Negócios e Soluções B2B da TIM Brasil, comentou sobre a disposição atual da empresa no sentido de contribuir com o agroprodutor.
“Ao integrar rede, cloud, dados e inteligência artificial, queremos apoiar produtores e empresas com mais eficiência, previsibilidade e competitividade em suas operações”, disse.
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Serviços oriundos dessa iniciativa
O novo ímpeto expansionista da TIM em direção à conectividade no campo já mostra alguns sinais. Grandes empresas como BP Bioenergy, SLC Agrícola, Citrosuco e Amaggi já aderiram a pacotes de serviços oferecidos pela operadora.
Dentre os serviços oferecidos estão automação em nuvem, serviços para modernizar a logística de insumos e produtos, planejamento de safra e otimização dos esforços de colheita.
Adicionalmente, a TIM operacionaliza a coleta de dados obtidos nessas operações para oferecer soluções de gargalos identificados no processo. Como exemplo, se estiver havendo um atraso na colheita, é possível oferecer uma solução que otimize o tempo daquela parte do processo. Isso gera economia e decisões mais informadas.
A IA como protagonista
A “estrela” dos novos produtos da TIM direcionados ao agronegócio é a inteligência artificial, utilizada em praticamente todas as soluções.
Dentre os principais focos de uso da IA estão o controle de pragas e a mitigação de desperdício, que são grandes vetores de prejuízo para os agroprodutores.
Através do machine learning (aprendizado de máquina) é possível ainda cruzar dados meteorológicos e o histórico de uma região para precisar demandas futuras, trazendo previsibilidade às operações.
Por exemplo, a plataforma SmatBio Pragas, para cujo evento recente a TIM enviou representantes, garante a prevenção de pragas com até 30 dias de antecedência. É um verdadeiro sonho para os grandes investidores do agro brasileiro.
No que diz respeito aos incêndios, outro grande problema para regiões rurais em todo o mundo, a TIM apresenta a ferramenta Um Grau e Meio que, conectada às redes 4G e 5G pode identificar possíveis focos e monitorar a temperatura no solo de forma contínua.
Por fim, outros dois pontos sensíveis são otimizados: o uso de defensivos agrícolas e o impacto ambiental. Com maior previsibilidade, é possível reduzir ambos com inteligência.












