Imagem: Minha Operadora

Justiça determina e BTG vai comprar fatia da V.tal que era da Oi

A movimentação foi anunciada aos acionistas da operadora via Fato Relevante enviado nesta quarta-feira (1º).

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

Uma juíza da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro deu causa ganha ao BTG Pactual na tentativa de compra dos ativos da V.tal, que pertenciam à Oi. A informação foi dada nesta quarta-feira (1°) via Fato Relevante aos credores da operadora, que está em recuperação judicial.

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Na sua decisão, a juíza Simone Gastesi Chevrand homologou uma proposta feita por um grupo de fundos geridos pelo banco no valor de R$ 4,5 bilhões. A proposta sugeria compra dos 27,2% que a Oi detinha da V.tal.

Anteriormente à decisão, os credores da Oi se posicionaram contrários à operação, o que estava travando o negócio. Agora, a compra poderá seguir as etapas normais até a sua conclusão.

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Detalhes e trâmites

A negativa dos credores da Oi à proposta de compra dos ativos da V.tal feita pelos fundos do BTG se deu por que, na visão deles, o pacote valeria cerca de R$ 12,3 bilhões. Além disso, se a V.tal entrasse em IPO (abertura de capital na Bolsa de Valores), os fundos deveriam desembolsar mais R$ 500 milhões.

No entanto, a juíza Simone Gastesi Chevrand ignorou o que pediam os credores e proibiu o BTG de fazer IPO da V.tal dentro dos próximos 24 meses. Caso descumpra a decisão, o banco pagará uma multa no valor de R$ 2,25 bilhões.

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Em seu despacho, a magistrada não determinou com clareza quando ou como os valores devem ser pagos pelo BTG à Oi. De qualquer forma, a quantia, que é considerável, injeta recursos no caixa defasado da operadora.

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A Oi segue se seu dilema

A venda da participação na V.tal marca mais um capítulo do processo de desinvestimentos da Oi dentro de sua recuperação judicial. Considerado o ativo mais valioso da operadora, o negócio vinha sendo tratado como peça-chave para a reestruturação financeira da companhia.

A fatia na V.tal, inclusive, havia sido dada como garantia a credores relevantes, como os fundos internacionais PIMCO, Ashmore e SC Lowy, o que ajuda a explicar a forte resistência inicial à operação.

Ainda assim, a Justiça entendeu que a concretização da venda era necessária diante da limitação de alternativas e da urgência de geração de caixa.

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Com a conclusão da transação, o BTG Pactual passa a deter 100% da V.tal, empresa que atua como uma das principais plataformas de infraestrutura digital do país, com operação focada em rede neutra de fibra óptica e data centers.

Esse movimento também acelera o distanciamento entre a Oi e o ativo, que já havia sido parcialmente alienado em etapas anteriores.

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