Conforme noticiamos recentemente, a América Móvil, empresa mexicana que controla a Claro, adquiriu a Desktop. Inclusive, o negócio tem tido repercussões positivas até hoje.
Porém, a AMX não parou por aí. De acordo com o próprio CEO da companhia, Daniel Hajj, a companhia está com os cofres abertos e pronta para mais aquisições.
As declarações foram dadas durante uma reunião de apresentação dos resultados do primeiro trimestre de 2026. Segundo Hajj, a América Móvil estuda opções de investimento na América Latina e no leste europeu.
A expansão de mercado da AMX
A movimentação da América Móvil não ocorre de forma isolada, mas sim dentro de uma estratégia mais ampla de crescimento por meio de aquisições.
A companhia tem buscado oportunidades que permitam acelerar sua presença em mercados onde ainda há espaço para consolidação, especialmente em regiões com menor maturidade em infraestrutura de telecomunicações.
Além disso, a empresa não tem limitado seu interesse a um único tipo de ativo. Isso porque, conforme indicado pelo próprio Daniel Hajj, há abertura tanto para aquisições voltadas à banda larga fixa quanto para ativos de infraestrutura e outros segmentos relacionados ao setor.
Inclusive, o executivo confirmou a abertura de conversas com a Starlink, para um possível parceria que pode levar internet via satélite aos celulares de clientes da AMX.
“Estamos abertos, podemos fazer algo com eles. A nova constelação de satélites deles deve ser lançada em 2027. Estamos conversando para ver as oportunidades que podemos ter”, destacou Hajj, durante a já referida apresentação de resultados.
Quanto a Claro pode ser impactada?
No caso específico da Claro, os impactos tendem a ser mais indiretos do que imediatos. Isso porque a operadora brasileira faz parte de um ecossistema maior dentro da América Móvil, e eventuais aquisições em outros mercados podem fortalecer a estrutura global da companhia.
Por outro lado, esse fortalecimento pode resultar em maior capacidade de investimento também no Brasil. Com uma posição financeira considerada controlada, a empresa mantém espaço para ampliar sua atuação, seja por meio de melhorias na rede, seja por meio da expansão de serviços.
Bem como, a integração de novos ativos pode gerar sinergias operacionais. Em outras palavras, tecnologias, modelos de negócio e estratégias adotadas em outros países podem, eventualmente, ser replicadas no mercado brasileiro, contribuindo para ganhos de eficiência.
Muda alguma coisa no dia a dia dos usuários?
Até o momento, não parece que as incursões da América Móvil no mercado devam impactar a usabilidade dos serviços de usuários da Claro ou da Desktop, por exemplo.
Isso porque, como já foi mencionado, as movimentações anunciadas estão mais relacionadas à estrutura corporativa e à estratégia de longo prazo da empresa, e não a mudanças diretas nos produtos ofertados ao consumidor final. Dessa forma, o funcionamento dos serviços deve seguir normalmente.
A própria companhia sinalizou que não há previsão de reajustes relevantes de preços no curto prazo. Ou seja, pelo menos neste momento, não há indicativos de alterações que afetem diretamente o bolso ou a experiência da clientela.












