Ultimamente, muitas pessoas têm reclamado dos preços de aparelhos eletrônicos, sobretudo aqueles comercializados via internet. Nos últimos meses os preços aumentaram consideravelmente.
Devido ao avanço da inteligência artificial, componentes como memórias RAM e processadores se tornaram escassos, o que também acabou elevando o preço final de dispositivos que precisam dessas peças.
Entretanto, algumas empresas específicas têm sentido esse problema de forma mais contundente. É o caso da Samsung, que, de acordo com especialistas, será “obrigada” a aumentar o preço dos seus smartphones.
Galaxys mais caros
Um relatório feito por empresas e a mídia da Coreia do Sul, país de origem da Samsung, aponta que a fabricante está tendo dificuldades em manter a política de preços dos seus smartphones.
Informações do SamMobile, portal especializado que teve acesso ao documento, dão conta de que aumentos para o mercado sul-coreano já foram instituídos desde 1º de abril. As linhas Galaxy Z Fold, Flip e S25 foram as primeiras “vítimas”.
Ainda de acordo com o site, o aumento se deu apenas para versões com 512 GB de armazenamento interno. Celulares com 256 GB a baixo não foram afetados. Esses aumentos foram de, em média, US$ 65 (cerca de R$ 332) por smartphone.
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Uma tendência global
Infelizmente para os entusiastas de tecnologia, essa tendência de aumento de preços de eletrônicos parece ser algo já consolidado globalmente.
No caso do aumento de preços feito pela Samsung, vale destacar que, pelo menos num primeiro momento, está restrito à Coreia do Sul. Contudo, insiders apontam que possivelmente os reajustes serão estendidos para fora do país asiático.
Por outro lado, o fato de os aumentos terem atingido inicialmente smartphones high-end da marca não quer dizer que outros celulares, tablets e demais gadgets não fiquem mais caros.
Aqui no Brasil, os preços continuam estáveis, pelo menos por enquanto. Porém, os fãs da Samsung devem ficar atentos aos próximos lançamentos.
Tem volta?
Pelo andar da carruagem, a sequência de “encarecimento” de celulares e outros dispositivos tecnológicos deve seguir seu fluxo. E pior: está longe de ser um problema isolado da Samsung.
A maioria das fabricantes de produtos tech têm alertado para a possível necessidade de reajustes. É o caso de marcas de celular, como Xiaomi e Motorola, e até da Sony, que “ameaçou” aumentar o preço do PlayStation.
Para produtos mais caros, como smartphones topo de linha e consoles de videogame, estima-se que os aumentos possam chegar a US$ 100 ou US$ 200 nos próximos meses.
Talvez, com a arrefecimento da chamada “corrida da IA”, quando as big techs finalmente pararem de “brigar” para ver quem tem a melhor LLM, o insumos voltem ao preço normal e o mercado se estabilize.












