Na última sexta-feira (10) a Brisanet fechou um acordo com o governo do Ceará para instalar, até 2029, 1 mil torres de telefonia no interior do estado.
De acordo com informações obtidas por veículos de imprensa local, o objetivo é cobrir no mínimo 80% da zona rural, reduzindo drasticamente o “deserto digital” cearense.
Durante a solenidade de fechamento do acordo, Elmano de Freitas, atual governador do Ceará, destacou que o projeto contará com o aporte de R$ 350 milhões de investimentos públicos. Segundo ele, a contrapartida da Brisanet é ainda maior.
Mais detalhes do acordo
Além da instalação das torres, o acordo entre o Governo do Ceará e a Brisanet prevê uma implementação escalonada das 1 mil torres ao longo dos próximos anos.
A expectativa é que as primeiras estruturas comecem a operar já em 2026, com entregas progressivas até 2029, respeitando um cronograma dividido por etapas anuais.
O projeto deve alcançar mais de 300 localidades em áreas rurais, muitas delas fora do alcance das redes móveis atuais. A iniciativa também depende da articulação com prefeituras, que terão papel importante na liberação de licenças e na disponibilização de espaços para a instalação das antenas.
Outro ponto relevante é que parte do investimento público está estruturado por meio de incentivos fiscais, o que busca viabilizar economicamente a expansão para regiões onde o retorno financeiro costuma ser mais limitado. Na prática, isso reduz o custo da operação em áreas menos densas, facilitando a chegada da infraestrutura.
Aumento da cobertura da Brisanet no Ceará
A parceria com o governo ocorre em um momento em que a Brisanet já vinha ampliando sua presença no estado e em toda a região Nordeste.
Nos últimos anos, a operadora intensificou os investimentos em rede móvel, especialmente após a entrada no mercado de 5G. Como exemplo, recentemente a empresa fechou acordo com a Qualcomm para levar internet a áreas rurais de todo o nordeste.
Sobre acordos com órgãos governamentais, a empresa já havia fechado parceria com o Ministério das Comunicações para projetos de implementação do 5G no interior da Bahia.
A empresa também tem apostado em uma estratégia de verticalização, cuidando desde a construção das torres até a operação da rede.
Isso tem permitido acelerar a expansão e adaptar a infraestrutura às características locais, principalmente em cidades menores e áreas mais afastadas dos grandes centros.
O 5G como instrumento de inclusão
Ao levar infraestrutura para zonas rurais, iniciativas como essa ajudam a reduzir desigualdades de acesso e aproximam essas regiões de serviços que já fazem parte da rotina nos centros urbanos.
Ainda assim, a efetividade desse avanço depende não apenas da instalação das torres, mas também da adoção da tecnologia pela população e da disponibilidade de dispositivos compatíveis.












