Imagem: Vivo/Divulgação

Vivo vai usar IA para ‘prever’ e evitar problemas na sua rede de fibra

Com isso, a empresa pretende mitigar falhas que causam transtornos a clientes e reclamações em massa.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

Em evento da Databricks realizado nesta terça-feira (17), a Vivo anunciou que está investindo no uso de inteligência artificial para identificação de problemas na sua rede de fibra óptica.

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O gerente sênior de Analytics da operadora, Gustavo Pagetti, falou dos desafios de operar um sistema assim para uma base de milhões de clientes, mas destacou a importância de “saber dos problemas antes dos clientes”.

A Vivo é a primeira das grandes operadoras que atuam no mercado de fibra óptica a sinalizar investimento em tecnologia de monitoramento preditivo.

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Como vai funcionar?

Sobre o funcionamento do novo sistema de análise da Vivo, Gustavo Pagetti explicou que a ideia é instalar agentes de IA nos modems instalados nas residências dos clientes. Esses agentes serão responsáveis por monitorar a rede continuamente e enviar relatórios para uma nuvem.

Dentro do armazenamento em nuvem contratado, outros agentes de IA serão responsáveis por tratar os dados recebidos e apontar falhas, se houver.

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A última etapa do processo é o acionamento de áreas específicas da companhia, como infraestrutura, TI ou suporte ao cliente. Com a posse de informações qualificadas, as equipes poderão solucionar os problemas de forma mais rápida e assertiva.

Toda a estrutura dessa novidade apresentada pela Vivo é feita em parceria com a própria Databricks, num sistema que, segundo Pagetti, destaca a governança centralizada.

Um “ChatGPT próprio”?

Ainda durante o painel no evento da Databricks, o chefe do Analytics da Vivo informou algo interessante: por mais complexo que possa parecer, o novo sistema de análise da operadora estará apto a responder perguntas sobre seus relatórios.

Gustavo Pagetti relembrou que em sistemas anteriores a esse, obter dados de uma forma mais simplificada demandava esforço técnico e demorava semanas. Agora, será possível coletar dados em alguns segundos, apenas fazendo perguntas diretas ao sistema, seguindo a lógica de funcionamento do ChatGPT e do Gemini, por exemplo.

Em outras palavras, se o setor comercial quiser saber quantas vezes a internet caiu em determinada região, num determinado período, por exemplo, o sistema responderá com base nos dados verificados.

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O novo agente analítico também beneficiará as equipes não técnicas da Vivo, permitindo o acesso a dados complexos de maneira prática e intuitiva. Caso a realidade reflita essa teoria, a companhia pode ter em mãos um grande diferencial em relação à sua concorrência no mercado de fibra óptica.

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