A série brasileira Emergência Radioativa, lançada no último dia 18 de março, já está entre as 20 mais assistidas na Netflix. Totalmente ambientada aqui mesmo no Brasil, a série conta a história de uma emergência radioativa real ocorrida em 1987 em Goiânia, capital de Goiás.
Na ocasião, um aparelho de radioterapia que foi descartado inadequadamente expôs Césio-137, um elemento radioativo, ao meio ambiente. Várias pessoas tiveram contato com o produto (algumas vieram a óbito); o que causou um problema de saúde pública repentino.
Veja o trailer oficial da série:
A história real por trás da produção
O acidente com o Césio-137, que teve início em 13 de setembro de 1987, é considerado o pior desastre radiológico fora de usinas nucleares da história humana.
O problema teve início quando catadores de reciclagem encontraram um aparelho pertencente ao Instituto Goiano de Radioterapia (IGR) ao vasculhar o prédio que abrigava a antiga sede da instituição. Eles visavam obter lucro com a venda do material.
Ao tentar abrir o aparelho, os catadores se depararam com um pó brilhante oriundo de uma cápsula de chumbo. O dono da empresa de reciclagem, Devair Ferreira, compartilhou o pó, que era na verdade o Césio-137, com amigos e familiares.
Apenas algumas horas depois da descoberta, diversas pessoas que tiveram contato com a substância, incluindo Devair e sua esposa, Gabriela, começaram a passar mal e a procurar serviços de saúde. Porém, somente dias depois a cápsula contendo o pó brilhante foi apresentada à Vigilância Sanitária.
Só então o físico Walter Mendes Ferreira fez testes de radioatividade na cápsula e viu que o “surto” de adoecimento relatado dias antes tratava-se, na verdade, de uma emergência radioativa.
A sequência desses fatos é lembrada até hoje com muito pesar por milhões de brasileiros que vivenciaram o noticiário da época. Ao todo, quatro pessoas faleceram pouco tempo após a exposição e, segundo a associação de vítimas do desastre, mais de 100 pessoas morreram anos após o contato devido a doenças decorrentes da contaminação por Césio-137.
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A série
Apesar de ter recebido algumas críticas de sobreviventes e familiares de vítimas do desastre com o Césio-137, Emergência Radioativa é considerada uma obra respeitável. Uma das reclamações mais fortes é o fato de as filmagens terem sido feitas em cidades do interior de São Paulo, não em Goiânia.
Apenas um dia após o seu lançamento, a produção já havia alcançado o segundo lugar no top 10 de séries mais assistidas da Netflix. Permaneceu assim até o início da sexta-feira (20).
O elenco de Emergência Radioativa conta com artistas conhecidos nacionalmente, como Johny Massaro, que vive o protagonista Márcio, e Paulo Gorgulho, que faz o papel de Orenstein.
Ao todo, Emergência Radioativa tem cinco episódios que complementam um total de 5h05 de duração. Ou seja, é totalmente “maratonável” em um final de semana.












