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‘Auxílio iPhone’? Entenda o ‘benefício’ que entrou no radar do STF recentemente

Goodanderson Gomes
4 min de leitura
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O chamado auxílio iPhone, benefício que permite o reembolso de gastos com equipamentos eletrônicos a servidores públicos, passou a integrar o debate nacional após ser citado em decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) que tratam da revisão de auxílios pagos sem previsão legal explícita. 

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A discussão ocorre em meio ao aparente esforço do Judiciário para coibir práticas que possam resultar em remunerações acima do teto constitucional, que atualmente está em pouco mais de R$ 46 mil.

O benefício ganhou visibilidade ao ser associado aos chamados “penduricalhos”, expressão usada para designar auxílios e verbas indenizatórias que, embora não componham formalmente o salário, impactam o rendimento final de uma parcela dos funcionários públicos. 

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Entre esses pagamentos, o auxílio iPhone se destacou pelo valor envolvido e pela natureza dos itens reembolsáveis. Entenda melhor a seguir.

O que é o auxílio iPhone e onde ele é aplicado?

“Auxílio iPhone” é o nome popular atribuído a normas administrativas internas que autorizam o reembolso da compra de celulares, computadores e tablets utilizados no exercício da função pública. O pagamento ocorre mediante apresentação de nota fiscal e respeita limites definidos por cada órgão.

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Em casos que vieram a público, o teto para reembolso pode chegar a valores elevados, chegando a cinco dígitos, o que ampliou a repercussão do tema.

Embora o benefício não seja exclusivo para aparelhos da marca Apple, como o apelido sugere, o uso recorrente do auxílio para aquisição de iPhones acabou batizando informalmente a prática.

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O tema ganhou novo fôlego após despachos do ministro Flávio Dino, do STF, que determinaram a suspensão e a revisão de auxílios considerados indenizatórios, pagos sem base legal clara. 

A decisão, que surge em paralelo a aumentos de salários para o funcionalismo público aprovados no Congresso, não mirou exclusivamente o auxílio iPhone, mas citou exemplos de benefícios que, somados, podem favorecer o pagamento de supersalários.

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A medida estabeleceu que órgãos da administração pública apresentem informações detalhadas sobre esses auxílios, abrindo espaço para uma reavaliação mais ampla das regras atualmente em vigor.

Repercussão e questionamentos institucionais

Após a repercussão das decisões, o auxílio iPhone passou a ser analisado por órgãos de controle e pelo Ministério Público em algumas localidades. O foco das apurações está na legalidade do benefício, na justificativa administrativa para sua concessão e no impacto orçamentário.

Especialistas em direito administrativo ouvidos por veículos como o jornal O Globo, apontam que o uso de verbas indenizatórias exige critérios objetivos e respaldo normativo, sobretudo quando os valores se aproximam ou superam o teto remuneratório.

O “penduricalho” vai ser extinto?

Com o tema sob análise do Supremo, administrações públicas passaram a revisar normas internas relacionadas a repasses semelhantes ao tal auxílio iPhone e a outros benefícios semelhantes. 

Mesmo que o tema tenha vindo à tona recentemente, já há relatos de alguns casos em que pagamentos foram suspensos de forma preventiva até a conclusão das avaliações jurídicas.

O assunto segue em acompanhamento e deve voltar à pauta do Judiciário nos próximos meses, à medida que os órgãos apresentem as informações solicitadas e que o STF consolide seu entendimento sobre o alcance dessas verbas.

* Com informações de O Globo

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