18/06/2024

Anomalia do Atlântico Sul pode causar problemas de comunicação no Brasil; entenda

Problema magnético no planeta Terra pode levar à alguns problemas de comunicação em algumas regiões do mundo, incluindo o Brasil.

Um recente relatório da NGA dos EUA, em colaboração com o DGC do Reino Unido, revelou um aumento na Anomalia do Atlântico Sul (AAS), uma área onde o campo magnético da Terra é mais fraco.

Localizada no Brasil e sul do Oceano Atlântico, essa falha é monitorada pela NASA devido ao seu impacto potencial em satélites e comunicações. O enfraquecimento do campo magnético nessa região permite que partículas solares se aproximem mais da superfície, representando riscos para os satélites que passam por lá.

A área da AAS possui um campo magnético cerca de um terço mais fraco que a média global, expandindo-se e aprofundando-se para o oeste. Entre 2020 e 2024, sua área aumentou em aproximadamente 7%.

A NASA e outras autoridades espaciais monitoram a AAS devido à sua intensa radiação, que pode danificar sistemas de satélites e interferir na comunicação. Grupos de pesquisa geomagnética, geofísica e heliofísica trabalham para prever mudanças futuras na AAS.

Além disso, a AAS serve como indicador das mudanças nos campos magnéticos da Terra e seus efeitos atmosféricos, com observações indicando sua divisão em duas partes, complicando missões de satélite que passam pela área.

Efeitos da AAS são inofensivos aos humanos, mas um problema para tecnologias de comunicação

Segundo as pesquisas, embora a AAS não represente riscos imediatos à saúde humana na Terra, sua interferência nos satélites e comunicações requer monitoramento e pesquisa para compreensão. O crescimento e a diluição contínuos da AAS são temas de interesse para a comunidade científica e agências espaciais globais.

A Anomalia do Atlântico Sul é uma área de enfraquecimento no campo magnético da Terra sobre o sul do Oceano Atlântico. Isso resulta em menor proteção contra o vento solar e a radiação cósmica, afetando principalmente regiões do Sul e Sudeste do Brasil até a África. Essa anomalia pode prejudicar satélites em órbita, causando avarias devido ao aumento da exposição à radiação.

Apesar de existir há milhões de anos, não se espera uma reversão iminente do campo magnético da Terra. Agências espaciais, incluindo o Brasil com seu nanossatélite NanosatC-BR2, monitoram essa anomalia para entender melhor seus efeitos e proteger os equipamentos em órbita.

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