18/06/2024

IA da Meta menciona reportagens, porém empresa restringe notícias nas redes

Tecnologia de Inteligência Aritificial (IA) da Meta tem gerado polêmica diante da postura da companhia sobre compartilhamento de notícias.

O assistente de IA da Meta oferece um resumo das principais notícias do dia, mesmo após a empresa ter tomado medidas para evitar conteúdo jornalístico em suas plataformas. De acordo com o The Washington Post, o chatbot da Meta, que controla o Facebook, Instagram e WhatsApp, responde a solicitações de notícias nos EUA com frases semelhantes ou idênticas às fontes originais, embora sem exibir a referência original diretamente no texto da resposta, exigindo um clique adicional para verificá-la.

O Meta AI, lançado em abril, ainda não está disponível no Brasil, mas já está operando em outros países, integrando-se às plataformas da empresa como o WhatsApp. No Canadá, mesmo após o bloqueio de compartilhamento de links de notícias, o Meta AI continua reproduzindo notícias.

O assistente utiliza conteúdo da web para responder perguntas dos usuários e fornece fontes dos resultados de parceiros de mecanismos de busca. O porta-voz do Meta, Daniel Roberts, afirmou que desde o lançamento, houve atualizações e melhorias contínuas, e que essas atualizações irão continuar.

Países e empresas de mídia acusam Facebook e Google de lucrar injustamente com publicidade vinculada a notícias. Uma reportagem do Washington Post comparou chatbots de empresas como Google, OpenAI e Microsoft, notando que todos privilegiaram as fontes originais de notícias.

O Meta tem reduzido a exposição de notícias e conteúdo político em seus feeds de usuário, afirmando que as pessoas não utilizam a plataforma com esse propósito. Em fevereiro, a empresa anunciou essa medida oficialmente. Em março, também informou que não pagará mais às empresas de mídia australianas pelo conteúdo exibido na plataforma, em resposta à nova legislação australiana que exige acordos de licenciamento com grandes empresas de tecnologia.

A empresa anunciou o encerramento da aba de notícias do Facebook na Austrália e nos EUA, seguindo a decisão anterior do Reino Unido, França e Alemanha. O Instagram e o Threads também introduziram ferramentas para limitar conteúdo político. A Meta afirmou que as empresas de mídia se beneficiavam mais da relação, destacando que as pessoas não acessam suas plataformas em busca de notícias.

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