21/02/2024

Governo de Santa Catarina testa internet via satélite no SAMU

Iniciativa busca melhorar a comunicação entre a ambulância do SAMU e a Central de Atendimento.

O Governo de Santa Catarina anunciou na última segunda-feira (5), uma iniciativa que busca melhorar a conectividade em ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) através de internet via satélite. A novidade busca facilitar a comunicação entre o veículo e a base de atendimento, assim melhorando a qualidade de atendimento e o tempo de respostas às ocorrências.

Com a internet via satélite no Atendimento Pré-Hospitalar (APH), os socorristas em deslocamento podem se comunicar rapidamente com a equipe médica na Central de Atendimento, obter mais informações sobre procedimentos, compartilhar os dados do paciente em tempo real e até mesmo realizar telemedicina à distância.

O receptor de sinal via satélite está em fase de testes, por isso ainda não pode ser encontrado em unidades móveis de todo o estado catarinense. O experimento é conduzido pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) no município de Rancho Queimado, localizado a cerca de 70 km da capital Florianópolis.

A iniciativa busca manter o SAMU conectado aos satélites 24 horas por dia, com comunicação direta com a Central de Atendimento. “Nosso município tem problema com sinal de internet, não temos telefone fixo em muitas localidades. Este teste acrescentará muito e vai melhorar ainda mais o atendimento desta equipe tão dedicada”, comenta a secretaria municipal da saúde de Rancho Queimado, Katy Kayser.

Em São Paulo, o Hospital Sírio-Libanês iniciou os testes de uma ambulância — neste caso, particular — compatível com a quinta geração de redes móveis (5G). Segundo a empresa, essa tecnologia teria reduzido o tempo de atendimento em 30 minutos.

Como é feito atualmente?

A maioria das ambulâncias se comunica com a base por meio de radiocomunicadores, assim como viaturas da Polícia Miliar e Corpo de Bombeiros. Essa tecnologia, no entanto, pode sofrer interferência de acordo com a distância e não oferece uma boa qualidade de comunicação, o que dificulta a regulação entre socorristas e a central.

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