SpaceX é acusada de demitir ilegalmente funcionários críticos de Elon Musk

Cleane Lima
3 min de leitura

A SpaceX, empresa de foguetes e satélites do bilionário Elon Musk, está sendo acusada de demitir funcionários ilegalmente que escreverem uma carta aberta criticando o empresário. A empresa está enfrentando uma reclamação do Conselho Nacional de Relações Trabalhistas (NLRB), agência trabalhista dos Estados Unidos.

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Segundo um funcionário regional do NLRB, a empresa de Elon Musk violou os direitos dos trabalhadores sob a lei trabalhista federal de se unirem e defenderem melhores condições de trabalho.

Em junho de 2022, um grupo de funcionários enviaram uma carta aberta para os executivos da empresa expressando preocupações sobre o comportamento do bilionário. O documento concentrava uma série de tweets feitos pelo Musk em 2020, muitos dos quais eram sexualmente sugestivos.

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Para os funcionários, as declarações não estavam alinhadas com as políticas da empresa sobre diversidade e má conduta no local de trabalho e pediram à SpaceX que as condenasse. Na carta expunham que o comportamento do bilionário era “uma fonte frequente de distração e constrangimento”.

A denúncia também acusa a SpaceX de interrogar funcionários sobre a carta, menosprezar os trabalhadores envolvidos e ameaçar demitir trabalhadores que exercessem atividades semelhantes. Um tempo depois, a empresa demitiu os funcionários que ajudaram a escrever a carta.

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A porta-voz do NLRB, Kayla Blado, disse à Reuters que a SpaceX violou o direito federal dos trabalhadores de pressionar coletivamente por melhores condições. A agência trabalhista afirma que a companhia “criou uma impressão de vigilância” ao ler e mostrar capturas de tela de mensagens entre funcionários, acrescentando que a empresa tentou impedir que os funcionários distribuíssem a carta aberta. A SpaceX também supostamente “convidou os funcionários a pedir demissão e ameaçou demitir” se eles participassem de atividades organizadas.

O NLRB está pedindo à empresa que publique um aviso sobre os direitos dos funcionários por 120 dias e quer que a empresa escreva cartas de desculpas a cada um dos funcionários que demitiu, entre outras coisas. Se não chegar a um acordo, o caso será julgado por um juiz administrativo, cuja decisão poderá ser apelada ao conselho e depois a um tribunal federal de apelações. A audiência está marcada para 5 de março.

Se for constatada a violação da lei da companhia, ela poderá ser obrigada a recontratar os trabalhadores e devolver os salários. Além disso, poderá enfrentar penalidades mais severas em casos futuros perante o conselho.

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