21/02/2024

Relatório sugere que satélites Starlink podem ser mortais; SpaceX responde

Empresa critica as conclusões do documento, rebatendo as alegações sobre o risco de ferimentos e morte associados a Starlink.

No dia 05 de outubro, foi entregue um relatório a membros do Congresso pela Administração Federal de Aviação (FAA), onde sugere que a constelação de satélites da Starlink pode representar graves riscos para as pessoas na Terra. A SpaceX solicitou aos reguladores federais que o documento fosse corrigido.

Segundo o relatório, os equipamentos da empresa vão ser responsáveis por 85% dos riscos a pessoas em solo e para a aviação durante a reentrada pela atmosfera. A quantidade de causalidade estimada pelo documento seria de 0,6 a cada ano. Isso significa que, a cada dois anos, é esperado que uma pessoa seja ferida ou morta por algum destes objetos.

O documento de 35 páginas, aponta uma imagem terrível dos perigos potenciais associados a grandes redes de satélites como o Starlink, sugerindo que até 2035, “se o esperado crescimento da grande constelação for realizado e os detritos dos satélites Starlink sobrevivem à reentrada… espera-se que uma pessoa no planeta seja ferida ou morta a cada dois anos”.

Considerado que o crescimento da constelação de satélites continue, o relatório estima que em 2035, a quantidade total de fragmentos perigosos chegue a 28 mil. Também estima que a probabilidade de uma aeronave ser derrubada por uma colisão com detritos espaciais em queda poderia ser de 0,0007 por ano até 2035.

Em carta, a SpaceX critica as conclusões do relatório, chamando as alegações sobre o risco de ferimentos e morte associados ao Starlink de “absurdas, injustificadas e imprecisas”. A empresa diz que o relatório se baseou “em uma análise profundamente falha que caracteriza falsamente os riscos de descarte de reentrada associados ao Starlink”.

A empresa de Elon Musk ainda acusa a Aerospace Corporation, grupo de pesquisa sem fins lucrativos que compilou as informações do documento, de não ter entrado em contato com a SpaceX para obter informações e de não incluir as análises e relatórios da própria empresa sobre o descarte de satélites Starlink. Afirmam também que 325 artefatos já saíram de órbita desde fevereiro de 2020 e nenhum destroço foi encontrado.

“Para ser claro, os satélites da SpaceX são projetados e construídos para desaparecer completamente durante a reentrada atmosférica durante o descarte no final da vida, e eles fazem isso”, consta na carta.

Em resposta, a Aerospace Corporation disse: “Nossa equipe técnica está em comunicação com a SpaceX e outros para revisar e atualizar os dados”.

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