26/02/2024

Operadoras investem no 5G e exploram novas oportunidades

Diversas operadoras exploram novas possibilidades e parcerias para alavancar o potencial da rede 5G no Brasil.

As operadoras investiram pesadamente na implementação do 5G, deixando pouco tempo para inovar em serviços. Um estudo da Omdia identificou cinco aplicações lucrativas: atualização de smartphones corporativos (prevendo US$ 134 bilhões em receita até 2027), redes privativas, computação de borda para serviços próximos aos clientes e banda larga móvel sem fio (FWA). Além disso, o “network slicing” começa a ganhar força, oferecendo serviços dedicados com qualidade e segurança dentro da rede pública.

Telecomunicações 5G

Existem maneiras de aproveitar partes da infraestrutura pública de comunicações para aplicações específicas. Um exemplo disso ocorreu em um estádio de futebol na Argentina, onde a operadora local disponibilizou o serviço de rede 5G para o público em geral, ao mesmo tempo em que reservou uma porção da rede exclusivamente para uso da polícia, garantindo maior segurança durante o evento, sem comprometer a qualidade de serviço devido ao grande número de acessos no local.

Nesse cenário, as operadoras têm a capacidade de oferecer segmentos de suas redes para clientes específicos, que estariam dispostos a pagar por uma rede premium, livre de interferências.

Caso do Rock in Rio

No caso do Rock in Rio, realizado no Rio de Janeiro no ano passado, a TIM implementou essa mesma abordagem tecnológica para garantir a conectividade das câmeras de vídeo da Globo no palco do evento, assegurando a transmissão de alta qualidade.

Isso foi explicado por Alexandre del Forno, diretor de desenvolvimento de mercado da TIM. A operadora também desempenhou um papel fundamental em um projeto de rede privada no Porto de Santos, em São Paulo, onde a tecnologia foi utilizada para o monitoramento remoto em tempo real de equipamentos e guindastes, bem como para a gestão centralizada desses recursos.

A Embratel tem focado em soluções corporativa e na árena da saúde

A Embratel, desempenha um papel crucial no projeto “Einstein Até Você”, que visa fornecer assistência médica, realizar exames e administrar vacinas onde quer que o paciente esteja. Para realizar essa tarefa de forma eficaz, a Embratel utiliza uma aplicação de rede privativa e dedicada.

Essa tecnologia inovadora oferece inúmeras vantagens no campo da medicina. Primeiramente, ela melhora significativamente a qualidade dos vídeos utilizados em teleconsultas e na análise de exames diagnósticos. Além disso, facilita a integração de sistemas conectados a sensores e dispositivos de Internet das Coisas (IoT) por meio de uma rede privativa virtual, conhecida como “network slicing”.

O “network slicing” permite a criação de segmentos dedicados na rede, proporcionando uma comunicação prioritária entre médicos e pacientes com uma latência extremamente baixa. Isso possibilita a transmissão de fotografias e vídeos em tempo real, permitindo uma análise detalhada das condições do paciente.

Os equipamentos médicos conectados utilizados neste contexto incluem dispositivos para otoscopia, ausculta pulmonar e abdominal. Esses dispositivos desempenham um papel crucial na avaliação remota dos pacientes, permitindo que os médicos forneçam cuidados de saúde de alta qualidade, independentemente da localização do paciente. Em resumo, a Embratel desempenha um papel fundamental ao utilizar tecnologia de rede dedicada para melhorar o acesso e a qualidade da assistência médica no projeto “Einstein Até Você”.

Um consórcio de 14 empresas se uniu para criar um centro de soluções de telecomunicações em Sorocaba, SP, focando em redes abertas e desagregadas, com destaque para a arquitetura open RAN no contexto do 5G. As empresas envolvidas incluem Ciena, Dell Technologies, FIT, Fujitsu, IBM, Intel, Mavenir, Okemo, Ookla, Palo Alto Networks, Red Hat, SIAE Microelettronica, UP2Tech e VIAVI Solutions. O objetivo é desenvolver soluções conjuntas para diversas áreas, como agronegócio, indústria 4.0, educação, serviços públicos, varejo e financeiro.

“As empresas vão desenvolver soluções conjuntas para apoiar a adoção de redes abertas, priorizando cenários reais baseados em redes desagregadas e definidas por software, como a arquitetura open RAN, para 5G, em mercados como o agronegócio, indústria 4.0, educação, serviços públicos, varejo e financeiro”, explica Thiago Moraes, executivo de tecnologia da IBM.

Um dos primeiros casos de uso do 5G será a conexão de uma escola pública em Sorocaba com um centro de soluções através de uma rede privada com frequência licenciada pela Anatel. Isso permitirá a conectividade independente de uma operadora específica, com foco na interoperabilidade de equipamentos e softwares. As aplicações incluem videomonitoramento, automação para eficiência energética, computação de borda, monitoramento de rede e gestão de falhas, com flexibilidade para atender às demandas dos clientes.

Além disso, a Claro está lançando planos de internet residencial com o 5G, oferecendo velocidades de até 1Gbps. Esses serviços estão disponíveis inicialmente em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília, atendendo tanto clientes residenciais quanto empresas de pequeno e médio porte, com planos de expansão para outras regiões no futuro.

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