13/07/2024

Operadoras falam dos serviços que devem gerar mais receitas para as teles

Representantes da TIM, Claro e Vivo, embora tenham opiniões divergentes, o 5G se faz presente nas apostas das três operadoras nacionais.

Durante o Digital Transformation Summit da Qualcomm Brazil 2023, ocorrido nesta terça-feira (15), em São Paulo, representantes da TIM, Vivo e Claro falaram sobre as operações inovadoras que devem atrair os usuários e assim gerar receitas para as operadoras móveis nacionais. Embora tenha ocorrido divergências de opiniões, o 5G é uma das apostas dos executivos.

Para Paulo César Teixeira, CEO B2C da Claro, a ‘killer application’ da operadora será a banda larga móvel, embora não descarte outras aplicações. Mas o foco será o acesso a internet em massa e em alta velocidade. “No final do dia, assim como aconteceu com o 3G e o 4G, o enhanced mobile broadband vai ser a ‘killer application’, porque sempre será a grande base de consumidores que gerará mais receita”.

Teixeira explicou que está ocorrendo uma adesão rápida do 5G, sendo que 15% dos devices da rede Claro estão conectados na nova tecnologia, e o tráfego deles é 25% do total da rede. “Ou seja, já é relevante. Este cliente consome 2x mais internet. E isso é comum a todos os recortes, já que 25% da nossa base é de 5G pré-pago”, comentou.

Por causa disso, houve um recuo nos investimentos no 4G, sendo que agora, todo o aporte de capital é para a nova rede. Ainda afirmou que a Claro irá parar de vender smartphone 4G no quarto trimestre, tendo em mente que haverá o barateamento dos celulares 5G para atrair mais clientes.

“Este ano teremos produtos sem subsídio abaixo de R$ 1 mil. Vamos fechar o ano com 85% dos aparelhos sendo 5G. A partir do 4º trimestre, só venderemos aparelhos 5G”, falou.

‘Killer Application” da Vivo

Para Alex Salgado, CRO da Vivo, também há um interesse do consumidor pelo 5G, mas vê um desempenho claudicante no atacado. “Vejo adoção crescente do 5G em geral. No B2B, a velocidade poderia ser maior, as empresas têm dificuldade em mostrar business cases para serem replicados”, conta.

Com o 5G, ele explica que já houve uma queda no trecho do 4G, e que a operadora tem focado suas vendas em smartphones compatíveis com a nova rede. Nas cidades que já contam com as redes ativadas, ele conta que o 5G representa mais de 20% do tráfego, embora representem cerca de 10% dos assinantes.

“Em algumas cidades já percebemos queda do tráfego 4G. Nossas vendas de aparelhos têm sido só 5G. O Brasil não está atrás de nada. A adoção segue acelerada, mais rápida do que foi no 4G”, finalizou.

O executivo também falar sobre o investimento em novos negócios e vê grande oportunidade na exposição de rede, que permite às operadoras oferecerem acesso direto a funções recursos da rede a desenvolvedores. “Atualmente tem um movimento de padronização de APis para exposição da rede. Vamos deixar a rede muito mais fácil de ser utilizada. Já estamos fazendo isso. Acredito que o Brasil está à frente neste movimento”, comentou.

Ele diz que será preciso que as empresas pensem em soluções específicas para diferentes verticais de mercado, incluindo a Vivo. “Temos hoje um ambiente de colaboração aberta grande com empresas e startups. Aborda verticais de mineração, estradas, saúde, pets, educação e agro”, listou.

‘Killer Application” da TIM

Quem participou do evento foi Leonardo Capdeville, CTIO da TIM, onde falou que espera novas tecnologias derivadas do uso das redes 5G. “Não vai ter um só ‘killer application’, serão vários. Eles irão aparecer. Acho que no momento é qualidade da banda larga. A gente está com 1,5 Gbps de velocidade agora no 5G na rede comercial aqui. Quem tem o 5G tem uma experiência muito superior ao outro”, falou.

“Lembro que levamos quatro anos e meio para que o 4G se tornasse majoritário, para representar mais de 50% do volume de dados da nossa rede. Minha expectativa é que no 5G isso aconteça em três anos“, diz, colaborando com a fala da Claro sobre a rápida adesão do 5G.

O segmento corporativo, para o executivo, carece de soluções. “Especificamente no B2B, não estou vendo dispositivos chegarem na velocidade que se espera, nem aplicações. Então no B2B tem potencial não capturado e que vamos demorar um pouco mais para atingir”, completou.

Anatel

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações, Carlos Baigorri, também participou do evento e destacou que o Brasil “tem tudo” para criar casos de uso no 5G. Mas para ele, ainda “falta um killer app” para atrair consumidores e mais investimentos à tecnologia móvel.

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