29/02/2024

Operadoras ainda não encontraram o uso ‘único’ do 5G, segundo a GSMA

De acordo com o estudo, as teles ainda não encontraram o fator 'uau' para que mais investimento seja aplicado à tecnologia.

Nesta quinta-feira (29), a GSMA Intelligence divulgou um estudo referente ao 5G na América Latina, trazendo dados referente a tecnologia e previsões sobre o seu uso. Conforme o documento, na região, empresas de todos os setores consideram novas tecnologias determinantes para avançar em suas transformações digitais, incluindo a quinta geração de internet móvel.

O estudo aponta que, embora a rede esteja impulsionando o investimento das operadoras, com uma previsão de um aumento ligeiro nos níveis de Capex, as empresas de telecomunicações ainda não encontraram o fator “uau” para que mais investimento seja aplicado à tecnologia.

A maioria dos primeiros casos de uso de 5G são extensões de serviços existentes, mas afirma que “as operadoras de telefonia móvel estão cientes da necessidade de desenvolver aplicativos adicionais” para justificar preços mais altos. Para isso, será necessário parcerias, “com uma combinação de competências essenciais para a criação de valor”.

“Assim, operadoras e fornecedores de equipamentos na região investiram em laboratórios 5G dedicados à cocriação de soluções para consumidores e empresas, visando atender necessidades específicas”, afirma o documento.

A GSMA ainda aponta que a tecnologia está oferecendo novas oportunidades às operadoras com os consumidores 5G mostrando maior interesse (em relação aos usuários 4G) em adicionar serviços e conteúdo aos seus contratos, como aplicativo de entretenimento digital e telemedicina.

Segundo o estudo, atualmente, o 5G está em um estágio incipiente na América Latina. A taxa de adoção atual é de cerca de 2% do total de conexões, com uma expectativa de que esse número aumente para 11% até 2025.

5G no Brasil

O projeta que em 2025, haverá 36,2 milhões de conexões móveis da quinta geração de internet móvel, e 179 milhões em 2030. Com uma contribuição econômica de US$ 5 bilhões (03% do PIB), e US$ 26 bilhões (1,2% do PIB), respectivamente.

A GSMA Intelligence afirma que a crescente cobertura das redes 5G no Brasil deve impulsionar a aceitação do serviço, que respondia por cerca de 3% das conexões no final de 2022, assim como o aumento da disponibilidade de smartphones 5G.

As operadoras também estão explorando opções para implantar soluções 5G FWA, com uma previsão de crescimento em cerca de 190% ao ano, nos próximos quatro anos.

“Embora esse número seja impulsionado pela pequena base atual de 5G FWA, ele mostra que há um forte apetite no país em busca dessa nova tecnologia. Até 2025, o número total de conexões 5G FWA no Brasil ultrapassará 1 milhão”.

Até 2030, o 5G será responsável por mais de 50% do total de conexões em sete países da América Latina 5G como porcentagem do total de conexões em 2030, estando no topo, com 77%, o Brasil. Os dados dos outros países e mais informações e projeções sobre a tecnologia da América Latina, pode ser conferido aqui.

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