24/02/2024

‘Venda da V.tal sempre fez parte dos planos da Oi’, afirma Rodrigo Abreu

Durante a conferência de resultados, o presidente da Oi falou sobre o novo processo de recuperação judicial e a alienação da rede neutra.

Nesta terça-feira (23), durante a conferência de resultados financeiros do quarto trimestre de 2022, o presidente da Oi, Rodrigo de Abreu, falou sobre o plano de recuperação judicial e tirou dúvidas dos acionistas minoritários sobre a situação da empresa e a alienação da V.tal.

Logo no início, o executivo considerou importante falar que o atraso na divulgação do balanço não tem nada a ver com os resultados, mas com a apresentação do plano de recuperação judicial e as discussões com os credores financeiros, onde era preciso concluir detalhes do plano. Além de evitar interpretações errôneas sobre os resultados.

Durante o call, Abreu esclareceu os motivos da empresa ter entrado em uma em nova recuperação judicial, e da necessidade de uma eventual venda da participação na V.tal.

De acordo com o presidente, a Oi cumpriu todas as etapas previstas na primeira recuperação judicial, encerrada em dezembro do ano passado, mas a empresa ainda tinha desafios a enfrentar, como reestruturar a dívida total, o serviço deficitário de telefonia fixa, além de gerenciar a Nova Oi para que deslanchou no mercado. Fatores externos que não são controláveis e impactam os negócios da companhia, citando especificamente a deterioração do ambiente macroeconômico.

“O impacto do câmbio sobre a nossa dívida original com todas as apreciações forma na ordem de R$ 10 bilhões. Ou seja, contrair sem contrair um centavo a mais, resultando no aumento do valor da dívida em função de mudanças no câmbio”, afirma.

Venda de participação da V.tal

A maior parte dos questionamentos foram referente a venda da V.tal, que inclusive, vai financiar o plano atual de recuperação judicial. Rodrigo Abreu afirma que a venda da rede neutra não é uma novidade, pois desde a sua criação da rede neutra, a alimentação futura sempre fez parto do plano.

Ele afirma que a intenção da Oi era fazer com que sua unidade de rede neutra se valorizasse com o passar dos anos, para que o valor arrecadado ajudasse na redução do valor total da dívida da companhia.

“Isto sempre esteve previsto no nosso plano de criação da V.tal, que era a alienação futura, como maneira de reduzir a dívida. Obviamente, se espera que essa alienação seja feita por um valor apreciável em relação ao valor comparável”, afirma Abreu.

Rodrigo Abreu ainda reforçou que a empresa não gera resultados em caixa para a companhia, pois não gera dividendos. Explicando que a venda da V.tal não impactaria na receita da Oi. “A receita da Oi depende do uso da infraestrutura da V.tal e não de deter propriedades de ações da V.tal”, afirmando que esse uso continuará sendo feito.

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