Disney+ reporta perda de milhões de assinantes no 1º trimestre de 2023

Cleane Lima
3 min de leitura

Ao divulgar seus resultados financeiros referente ao primeiro trimestre do ano, a Walt Disney Company reportou uma perda de 4 milhões de assinantes no Disney+. A maior queda (8%) de usuários são da variante Hotstar, versão do streaming na Índia que representa quase um terço do total global de clientes da plataforma. A empresa também registrou uma queda (-1%) na América do Norte.

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O declínio no serviço de streaming na Índia é resultado da perda da empresa, ano passado, dos direitos de transmissão do principal campeonato de críquete indiano, que leva muitos fãs do esporte a deixarem a plataforma. Mesmo com a queda, a empresa pôde observar um aumento anual de 13% na receita média de assinaturas devido suas opções mais caras de conteúdo.

Entretanto, a gigante do entretenimento, prevendo o declínio e sendo uma das big tech que realizam demissões em massa, iniciou uma série de ajustes e estratégias. Por exemplo, a unificação dos conteúdos do Hulu e do Disney+,o que também resultará no aumento dos preços das assinaturas. “A empresa planeja expandir suas ofertas de streaming até o final do ano com um novo aplicativo que combina Disney+ e Hulu“, disse o presidente-executivo Bob Iger.

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O streaming Hulu não está disponível no Brasil. Ou seja, essa mudança acabará com as plataformas separadamente nos Estados Unidos. Inclusive, considerando o Canadá, a Walt Disney também teve uma perda de 300 mil usuários no primeiro trimestre de 2023.

Entretanto, fora do mercado norte-americano e do com suporte do Hotstar, o estúdio ganhou quase 1 milhão de assinantes. Atualmente, o Disney+ conta com 157,8 milhões de usuários. Além disso, conseguiu reduzir as perdas de streaming em 400 milhões de dólares em relação ao trimestre anterior,

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“Estamos satisfeitos com nossas realizações neste trimestre, incluindo o melhor desempenho financeiro de nosso negócio de streaming, que reflete as mudanças estratégicas que estamos fazendo em toda a empresa para realinhar a Disney para crescimento e sucesso sustentados”, afirma Iger.

O aumento de preço e despesas de marketing reduzidas contribuíram para o desenho da plataforma de streaming, que encerrou o trimestre de janeiro a março com um prejuízo operacional de 659 milhões de dólares.

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