27/02/2024

Anatel explica o que mudará no sistema de envio de alertas de emergência

Por meio da tecnologia ‘cell broadcast’, a agência determinou que as operadoras de telefonia móvel atualizem o sistema de alertas.

Nesta quarta-feira (15), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), publicou um comunicado para falar sobre as novas funcionalidades do sistema de envio de alertas de emergência, que são usadas para comunicar as populações casos de eminentes desastres naturais.

Segundo a agência, a tecnologia cell broadcast será implementada até dezembro deste ano. Em outubro de 2022, a Anatel determinou, às prestadoras de telefonia móvel, uma evolução do sistema de alertas de emergência por meio da ferramenta, que irá complementar a atual solução de envio de alertas, o SMS, que também passará por evoluções (SMS Flash).

Diferentemente das notificações via SMS, que chegam gradativamente aos usuários, as mensagens de texto do cell broadcast são recebidas quase que instantaneamente por todos os usuários.

A Anatel explica que por meio da tecnologia, os usuários do serviço vão receber mensagens de texto, em formato pop up, sobreposto ao conteúdo que eventualmente esteja sendo acessado no celular. Além de que, dependendo do tipo de emergência, “a mensagem poderá acionar um sinal sonoro no celular, mesmo se estiver no modo silencioso, o que vai permitir maior funcionalidade do alerta nas situações de risco”, diz em comunicado.

“Por meio da nova solução, também serão desnecessários o cadastro prévio dos usuários e a indicação de um CEP de interesse. Serão enviados os alertas de emergência para todos os celulares que estejam situados ou venham a entrar na região em risco, explica a Anatel.

O conteúdo desses alertas continuará sob a responsabilidade dos órgãos competentes, como a Defesa Civil, que poderão optar por diferentes modos de alerta, sendo que o modo mais intrusivo dispara notificações com sinais sonoros e vibrações nos smartphones e exige que o usuário confirme a visualização do alerta para cessar a notificação.

Segundo a agência, “o objetivo é evoluir as ferramentas disponibilizadas pelo setor de Telecomunicações e auxiliar as ações dos órgãos competentes e de Defesa Civil na prevenção e mitigação dos impactos ocasionados por situações de emergências, como alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra, vendavais, chuvas de granizo, entre outros estabelecidos na Classificação e Codificação Brasileira de Desastres (Cobrade)”.

O assunto é coordenado pela agência em grupo de implementação com as operadoras Claro, TIM, Vivo, Algar e Sercomtel, além do sindicato Conexis e órgãos da Defesa Civil, representados pelo Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

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