Empresa testará aeronave para irradiar sinal 4G e 5G da estratosfera

Cleane Lima
3 min de leitura

Já imaginou ter acesso à internet 4G e 5G por meio de uma antena que esteja voando na estratosfera? Pelo menos é a proposta do grupo inglês BT em parceria com a Stratopheric Platform. As empresas anunciaram nesta segunda-feira (30) que vão testar uma cobertura usando aeronaves não tripuladas de elevada altitude (HAPS, na sigla em inglês) para fornecer conectividade a áreas remotas do Reino Unido.

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Aeronave High-Altitude Platform Station (crédito: Stratopheric Platform)

No artefato serão acopladas antenas que adiaram o sinal de telefonia móvel, sendo que outra antena, dessa vez, fixada no alto de um prédio, fará testes simulando uma plataforma de alta altitude, de modo a avaliar a interação de rede com a arquitetura 5G da BT em OpenRAN. Este teste incluirá o suporte a vários grupos de usuários e diferentes casos de uso em potencial, simultaneamente na mesma rede.

Tim Whitley, diretor administrativo de pesquisa e estratégia de rede do BT Group, explica que “Este projeto tem o potencial de aprimorar ainda mais nossa cobertura 4G e 5G, que é a maior e mais confiável do Reino Unido, para conectar áreas rurais não atendidas e permitir novos casos de uso interessantes para usuários privados”.

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“Esta parceria se aprofundará na primeira demonstração mundial de 5G da SPL da estratosfera alcançada em 2022”, afirma RICHARD DEAKIN, CEO DA SPL.

Se o experimento der certo, a tecnologia poderá ser usada para fornecer conexões nos setores de infraestrutura de comunicações que operam em áreas remotas, como transporte, segurança marítima e busca e salvamento. Além da esperada conectividade mais rápida e contínua aos consumidores que residem fora de grandes centros no Reino Unido.

A antena e a aeronave podem fornecer conectividade 4G e 5G diretamente aos dispositivos, com velocidade de navegação em rede móvel a 150 Mbps em uma área de 140 km a 15 mil quilômetros quadrados. Para tanto, utiliza até 500 feixes direcionáveis.

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Além disso, ainda é esperado que a tecnologia proporcione uma economia significativa de custos, uma vez que a HAPS é alimentada por hidrogênio, e dispensa uso de infraestrutura terrestre nas áreas remotas.

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