23/05/2024

Zuckerberg demite 11 mil empregados da Meta, mas insiste no metaverso

CEO da Meta, Mark Zuckerberg, se diz responsável pelas demissões e assume que errou ao fazer muitas contratações nos últimos anos.

A Meta vai fazer demissão em massa nos próximos dias. O anúncio foi feito pela própria empresa durante a última quarta-feira, 09. Ela é dona do Facebook, Instagram e WhatsApp e vai demitir mais de 11 mil funcionários. O quadro de colaboradores vai reduzir em 13%. 

Mark Zuckerberg, CEO da Meta

Segundo Mark Zuckerberg, CEO da empresa, a responsabilidade é dele por essa decisão. Entende que é um processo difícil para todos e lamentou a situação. 

Situação da Meta é pior do que a do Twitter

O Twitter de Elon Musk assustou ao anunciar uma demissão em massa, que afetou até a sede da rede social no Brasil. Porém, essa ação da Meta é três vezes maior do que a que Musk fez (até então). 

Mark destacou que a empresa vai tomar medidas para se tornar maisi enxuta e eficiente. Vai reduzir gastos e congelar contratações até os três primeiros meses de 2023. 

Segundo o CEO, a pandemia fez com que ele tomasse decisões erradas. O crescimento do comércio eletrônico parecia animar o mercado e por isso fez várias contratações, investimentos maiores, mas que infelizmente o retorno não foi da forma que ele esperava. 

A receita da empresa caiu, da mesma forma que o comércio eletrônico começou a tomar nova forma, diferente dos picos da pandemia. Além disso, Zuckerberg atribuiu esse momento de crise ao enfraquecimento da economia estadunidense, aumento da concorrência e a perda de anúncios. 

“Avalie de forma errada e assumo a responsabilidade por isso.”

Agora a Meta vai redirecionar os recursos que tem para áreas prioritárias de crescimento, como por exemplo inteligência artificial, anúncios, plataformas de negócios e metaverso. 

Insistência no metaverso

Nas últimas semanas, os acionistas criticaram a postura do CEO em relação ao metaverso, os investimentos que têm sido feitos e o baixo retorno sobre o tema. Porém, a Meta diz respeitar os seus acionistas, mas que vai seguir insistindo nesse conceito. 

Não há detalhes de como serão as coisas na sede da Meta no Brasil. Resta apenas os questionamentos sobre qual será o futuro das redes sociais e do aplicativo de mensagem, já que eles vem passando por instabilidades frequentes nos últimos tempos, trazendo problemas aos usuários.

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