22/05/2024

Com alta nas receitas, Vivo divulga resultados do terceiro trimestre de 2022

Vivo (Telefonica) divulgou os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2022, desde os lucros aos custos durante o período.

A Vivo, Telefônica Brasil (B3: VIVT3, NYSE: VIV), divulgou os seus resultados financeiros do trimestre, o 3T22, nesta terça-feira, 25. Entre os principais destaques estão a base de clientes, crescimento da receita líquida acima da inflação e lucro líquido com aumento de mais de 9%. 

Vivo

Todos os resultados completos, com dados e análises detalhadas estão disponíveis no site de resultados da Telefônica, mas você pode conferir as maiores informações com explicações nesta matéria. 

Maiores destaques do 3T22 da Vivo 

No material divulgado para a imprensa a operadora destaca que as informações anunciadas estão apresentadas de acordo com as Normas Contábeis Internacionais (IFRS) e com os pronunciamentos, interpretações e orientações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis.

Base de clientes – a Vivo totalizou 112 milhões de acessos e desconectou 3,0 milhões de acessos levando em consideração as contas que estavam inativas que eram da Oi Móvel. Por isso houve uma redução de 2 milhões de acessos em comparação ao 2T22. 

Crescimento da receita líquida – a operadora anunciou que neste trimestre teve um crescimento financeiro acima da inflação (+10,6% a/a) impulsionada pela receita de serviço móvel (+13,8% a/a) e de aparelhos (+25,9% a/a). E não houve impacto por causa da redução do ICMS.

A receita fixa também teve bom resultado – esse destaque a Vivo informou que se manteve positivo (+2,1% a/a) pelo quinto trimestre consecutivo, com destaque para a receita de FTTH, que cresceu 20,1% a/a. 

EBITDA (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) Recorrente também teve aumento – esse foi outro ponto de destaque da companhia, houve aumento de +12,3% a/a por causa do desempenho no serviço móvel. E os custos recorrentes (+9,4% a/a) foram impactados pela mudança no mix de receitas. 

E o Lucro líquido do trimestre também teve crescimento – os ganhos líquidos referente aos lucros chegou a R$ 1,4 bilhão (+9,3% a/a), contribuindo para a deliberação de R$ 300 milhões em juros sobre capital próprio em agosto de 2022 e para a execução do Programa de Recompra de Ações (R$ 144 milhões em recompras no 3T22).

Negócio Móvel 

A operadora divulgou também que a Receita de Serviço Móvel teve crescimento de 13,8% a/a e não teve impacto pela redução do ICMS. A Receita do Pós-Pago representa 80% de todo o serviço móvel e cresceu 12% a/a por causa dos reajustes anuais de preço e aumento do número de clientes. 

No último semestre a Vivo adicionou 519 mil acessos pós-pago que levou a desconexão de 797 mil acessos pós-pago inativos que eram clientes “parados” da Oi Móvel, na fatia que a Vivo adquiriu. Além disso, houve a adição de 1.317 mil acessos pós-pago, tanto pela migração de pré-pago para controle, quanto pelo saldo positivo de portabilidade. 

Já a Receita de Pré-Pago cresceu 21,5% na comparação anual por causa do aumento de clientes. E em setembro houve a desconexão de 2.218 mil acessos pré-pago por causa da migração de contas inativas da Oi Móvel. 

A venda de aparelhos compatíveis com 5G e oferta de acessórios de telecomunicação fez crescer 25,9% a Receita de Aparelhos em relação ao mesmo trimestre de 2021. 

Dados sobre negócio móvel da Vivo

Informações sobre Negócio Fixo 

Houve crescimento na Receita Líquida Fixa, em 2,1% a/a, que foi impulsionada pela Receita Core Fixa (+11,2% a/a) que corresponde a 74,6% da receita líquida fica. Tudo isso fez com que os serviços fixos tenham sido o setor de melhor crescimento para receita total da empresa. E isso se dá por causa do investimento feito em tecnologias avançadas como fibra e serviços digitais para empresas. 

A receita de acessos em banda larga (FTTx) cresceu 9,0% a/a no trimestre e foi impulsionada pela receita de fibra óptica (FTTH), que foi de +20,1% a/a. A rede de fibra da Vivo chegou a mais 71 novas cidades, adicionando 3,9 milhões de casas passadas e 0,9 milhões de casas conectadas.

Já a Receita da IPTV (acesso a televisão por meio de internet) avançou 2,6% a/a, mesmo com redução na base de acessos, que representou -3,3% a/a. 

Dados sobre negócio fixo da Vivo

Custos dos serviços e produtos vendidos 

Em relação aos custos com serviços e produtos vendidos a Vivo divulgou que teve um crescimento de 26,9% a/a por causa das receitas com serviços digitais e venda de aparelhos e acessórios:

Serviços – aumento de 19,6% a/a, por causa da venda de licenças e serviços para empresas;

Produtos vendidos – incremento de 39,7% se comparado com o mesmo trimestre em 2021, por causa das vendas de produtos de tecnologia e celulares. 

Outros dados importantes sobre custos de operação

Houve um aumento de 20,6% a/a no investimento de recurso pessoal, por causa do ajuste de salários, incremento de 4,0% (em relação ao ano passado) na parte comercial e na infraestrutura, redução de 18,6% a/a para provisão de devedores duvidosos (o que resultou em R$301 milhões), redução de 7,4% a/a nas despesas gerais e administrativas e redução de R$ 292 milhões em outras receitas. 

Dados sobre custos da Vivo

Informações para os acionistas

A operadora também divulgou informações financeiras para os acionistas. O Conselho de Administração deliberou o crédito de juros sobre capital próprio no valor bruto de R$ 300 milhões no 3T22, relativo ao exercício social de 2022. 

Esses valores serão entregues ao dividendo mínimo obrigatório do exercício social de 2022, referente a Assembleia Geral de Acionistas que vai acontecer em 2023

Nos primeiros meses de 2022 foram declarados R$R 3.389 milhões em dividendos e juros sobre capital próprio, dos quais R$ 2.029 milhões foram pagos no dia 18 de outubro de 2022.

Nos últimos 12 meses o valor bruto por ação foi de R$ 3,40, o Payout foi de 113% e um dividendo de 9,2% ao ano. Com todos os resultados declarados nesse período, a Vivo atingiu um retorno ao acionista de 2,4% no período. 

E para completar o relatório, para complementar a remuneração para os acionistas foram recompradas R$ 144 milhões em ações no3T22, por meio do Programa de Recompra de Ações, o qual está em vigor até dia 22 de fevereiro  de 2023.

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