Hospital da USP usará Galaxy Watch4 para monitorar pacientes cardíacos

Dados coletados pelo relógio serão usados para identificar anormalidades no pós-cirúrgico de operações cardíacas.

O  Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Incor), firmou uma parceria com a Samsung para monitorar pacientes no pós-operatório cirúrgico de doenças utilizando o Galaxy Watch4, relógio inteligente lançado em 2021 que conta com função de Eletrocardiograma (ECG) utilizando os sensores dispostos na parte inferior do aparelho.

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Segundo informações, as empresas desenvolverão um software capaz de monitorar à distância os participantes do projeto permitindo coletar dados sobre o histórico da frequência cardíaca em períodos determinados pelos pesquisadores.

Além dos batimentos, o smartwatch também é consegue monitorar a saturação de oxigênio no sangue (SpO2), pressão arterial, comportamento de sono — recurso que também está presente em pulseiras inteligentes — e outros dados relacionados à saúde do indivíduo, como quantidade de passos e calorias queimadas, por exemplo.

O uso das informações registradas pelo Galaxy Watch4 devem permitir que a equipe médica e de enfermagem consiga prever o possível aparecimento pós-cirúrgico reduzindo as chances de sequelas no coração e sistema cardiovascular.

Para a Samsung, a cooperação com o Incor permitirá “ir além dos limites de usabilidade dos dispositivos como os conhecemos hoje”, destacando a importância dos wearables em conjunto com o sistema de saúde.

Tecnologia é aliada da saúde

Além do recente estudo que utilizará o smartwatch, esta não é a primeira vez que esse tipo de aparelho se destaca no meio médico por facilitar a integração entre tecnologia e medicina, conceitos que há bastante tempo vem se interligando.

Em algumas situações, pessoas foram salvas graças a identificação precoce de arritmias cardíacas pelo relógio inteligente, na maioria dos casos graças a um Apple Watch, wearable semelhante ao Galaxy Watch4, mas pertencente ao ecossistema iOS.

Entretanto, é válido ressaltar que aferir os batimentos cardíacos usando um dispositivo portátil não corresponde a um exame médico, isto é, o ECG gerado pelo smartwatch não dispensa uma consulta com o cardiologista.

Lucas Ribeiro
Lucas Ribeiro
Jornalista há quatro anos, trabalho com revisão de textos e elaboração de pautas sobre telefonia móvel/telecomunicações no geral. Como lema, compartilho a ideia de Álvaro Borba, que diz: “Não importa o que eu acho, importa o que eu sei, e o que sei são os fatos”.
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