Na Espanha, dona da Vivo pretende aposentar a tecnologia de cobre até 2024

Desde 2016, movimento faz parte do plano de digitalização e transformação da rede da operadora.

Na Espanha, dona da Vivo pretende aposentar a tecnologia de cobre até 2024

Na última sexta-feira, 20 de agosto, a Telefónica España, subsidiária da Telefónica (que controla as operações da Vivo no Brasil) anunciou que no primeiro semestre deste ano já fechou 1.000 centrais telefônicas que utilizavam a tecnologia de cobre. O movimento faz parte do plano de digitalização e transformação de rede da operadora, substituindo a antiga tecnologia pela fibra óptica.

A empresa espera encerrar toda a rede de cobre até 2024, coincidindo com a comemoração dos 100 anos da Telefónica. A operadora espanhola explica que uma central de fibra atende o mesmo número de acessos que são geridos por quatro centrais de cobre, além do benefício de utilizar um espaço 15% menor.

Além disso, o fim da operação no cobre gera uma economia de energia de mais de 1.000 GWh, o que equivale a emissão de 355 mil toneladas de CO2 na atmosfera ou a plantar seis milhões de árvores. Desde o início da operação, a Telefónica já desmontou 65 mil toneladas de cabos e reciclou 7,1 mil toneladas de resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos.

A dona da Vivo explica que o objetivo é completar a cobertura da fibra – tornando a rede totalmente digital – além de incentivar todos os clientes a mudarem para a fibra, a fim de melhorar a experiência com os serviços.

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“A Telefónica iniciou seu processo de transformação da rede com o fechamento de fábricas em 2016 e desde então, apesar de circunstâncias adversas em alguns anos como no passado, tem seguido seu plano de fechamento plantas de cobre e expandir a fibra para avançar no objetivo de oferecer a melhor conectividade para clientes particulares e empresariais. Mais uma vez, a Telefónica, que com a implantação da fibra tem contribuído fortemente para posicionar a Espanha como o país europeu com mais fibra ótica e que desenvolve a sua atividade de acordo com as necessidades trazidas pelos novos serviços e pela nova geração da telefonia móvel 5G”, afirmou Pablo Ledesma, diretor de operações da Telefónica Espanha.

Segundo recente relatório da operadora, a venda dos cabos que não tem mais utilidade tem ocorrido em todos os mercados que atua, não apenas na Espanha, mas também no Brasil. No total, a operadora teve uma receita de 131 milhões de euros (R$ 828 milhões na cotação atual) no ano passado com a venda de cabos e resíduos. Em 2018, esse valor era de 18 milhões (R$ 113,8 milhões) de euros, e em 2019 subiu para 91 milhões (R$ 575,2 milhões) de euros.

Com informações de Assessoria de Imprensa Telefónica España e Consenso del Mercado.

About Hemerson Brandão
Jornalista, gestor e produtor de conteúdo. São 9 anos trabalhando com blogs, revistas, agências e clientes corporativos. Apaixonado por ciência, tecnologia e exploração espacial.
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