Netflix vai reduzir qualidade de transmissão de vídeos

Preocupação é que serviço de streaming possa sobrecarregar redes na União Europeia.

Após um pedido do governo da União Europeia, a Netflix concordou em reduzir temporariamente as suas taxas de bits durante as transmissões de vídeo sob demanda em países da Europa. O objetivo é reduzir a carga sobre os provedores de internet, por conta da pandemia do coronavírus.

Com mais gente trabalhando em casa ou utilizando serviços de entretenimento doméstico, é grande a preocupação de um colapso nas redes de telecomunicações. Com cinemas, teatros e estádios fechados, a população tende a consumir mais conteúdo online.


Pensando nisso, Thierry Breton, comissário europeu para o mercado interno, entrou em contato com Reed Hastings, CEO da Netflix, e sugeriu uma redução na definição dos vídeos da plataforma, para aliviar o congestionamento na internet.

A ideia é que os conteúdos sejam reproduzidos em definição padrão (SD), quando o HD não for necessário. Com isso, seria possível diminuir em até 25% a sobrecarga na rede, o que permitirá mais gente conectada, além de gerar um serviço de melhor qualidade para a população.

VIU ISSO?

–> Coronavírus: RJ e BH apresentam dificuldades de conexão, diz NIC.br

–> Cliente fica quase 15 dias sem internet da TIM

–> Expansão do Oi Fibra não será afetada pelo surto de coronavírus

Entretanto, a Netflix não especificou exatamente como essa redução funcionará na prática, nem como isso afetaria a qualidade dos vídeos para seus clientes.

De acordo com a gigante de streaming, uma hora de transmissão de séries ou filmes em HD utiliza 3GB de dados. Na definição padrão, o consumo cai para 1 gigabyte de dados por hora.

Por enquanto, a decisão de reduzir a taxa de bits em transmissões da Netflix é válida apenas para a União Europeia.

Com informações de Variety.

COMPARTILHAR EM:

About Hemerson Brandão
Jornalista, gestor e produtor de conteúdo. São 8 anos trabalhando com blogs, revistas, agências e clientes corporativos. Apaixonado por ciência, tecnologia e exploração espacial.
Acompanhar esta matéria
Notificação de
0 Comentários
Comentários embutidos
Exibir todos os comentários