Pré-pago atrasa expansão do streaming no Brasil

Mesmo em declínio, segmento ainda domina o número de linhas móveis disponíveis no país; entenda.

Ilustração pré-pago
Imagem: Wikimedia Commons

Nos últimos anos, ficou claro que o streaming é o negócio do momento, mas também um mercado dominado por gigantes companhias como Disney, Amazon, Netflix, Apple e outras.

Produtores locais ou menores certamente ficam em desvantagem no duelo de gigantes que se formará pelos próximos anos mundo afora.


Na mira das marcas está a América Latina, região de grande potencial para expansão dos negócios, assim como a venda dos produtos de entretenimento como um todo.

Entretanto, ainda há um entrave que impede uma maior adesão aos aplicativos de vídeo sob demanda: o alto número de linhas móveis pré-pagas.

É um segmento em declínio, mas ainda responsável por boa parte dos chips ativos no Brasil. Com uma conexão limitada, quem se atreve a gastar tudo com filmes, séries e programas no geral?

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O tráfego de dados é promissor, mas não será relevante para a expansão desse mercado até que as pessoas migrem do pré para o pós-pago, ou as prestadoras ofereçam melhores opções para o segmento.

A outra barreira surge da penetração e da velocidade relativamente baixa de banda larga no Brasil.

As empresas que ofertam a conexão raramente ultrapassam dos 4 Mbps, velocidade mínima para conseguir reproduzir um vídeo em alta definição. A esperança se concentra na expansão da fibra óptica.

Entretanto, o Brasil é um terreno fértil para o audiovisual, o que certamente atrai as empresas de streaming.

O país é o que detém maior voluma de produtos exclusivos, tudo graças a forte presença de produtores locais como Globoplay, Telecine e outros.

Abaixo, a tabela de disponibilidade para cada streaming na América Latina.

Tabela de streaming na América Latina
Imagem: Labs Ebanx

Com informações de Labs Ebanx

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.

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Gustavo Azevedo
Colaborador

ATA, com certeza a culpa é dos pré pagos e não das altas tarifas, velocidade e sinal horríveis, e pacotes com franquias irrisórias.

Cidade - UF
Montes Claros MG
Tailor Durante
Colaborador

Até parece que sair do pré pago é a solução, o pós pago oferece uma quantia medíocre de internet maior que o pré, e o alto valor. É a mesma coisa na minha opinião .

Cidade - UF
Lindoeste PR
Edmar Fernando Calixto
Colaborador

A modalidade Pré-pago não tem nenhuma culpa nisso, e sim os péssimos serviços prestados pelas operadoras.

Cidade - UF
São Paulo - SP
Ueritom Ribeiro Borges
Colaborador

A grande maioria das pessoas assiste vídeos e séries em casa, e a maioria tem wi-fi, e isso por si só já é motivo para derrubar o argumento desse post. Ou então as pessoas baixam para assistir offline fora de casa. Então o pré-pago não influencia em quase nada nisso.

Cidade - UF
São José/SC
Mvinicius
Colaborador
Mvinicius

Pré pago só é o que é, aqui no Brasil, mundo afora è outra realidade.
Já viajei pela Europa, lá compra-se um chip pré pago, viajasse por todos os pais da zona do euro realizando ligações como locais, sem roaming, e também realizando ligações internacionais, fora a internet 4G maravilhosa. E os preços são super acessíveis. Aqui desde o lançamento do pré pago que as operadoras metem a mão literalmente. Querem clientes pós pagos, para poderem obrigar o indivíduo ficar na operadora, mesmo tendo um péssimo serviço, por conta da multa.

Cidade - UF
Salvador Bahia