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Oi negocia venda da operação móvel para TIM e Telefônica Vivo

Entenda como a venda do segmento pode ser estratégica para a continuidade dos outros serviços da operadora.

Comercial da Oi
Imagem: Divulgação Oi

A Oi supostamente negocia com a Telecom Itália, dona da TIM, e Telefónica, controladora da Vivo. Em jogo está a operação móvel da tele, que poderá render mais de R$ 10 bilhões para a marca. Trata-se de uma negociação que poderia evitar a liquidação da empresa.

Nos últimos dias, a espanhola Telefónica já foi apontada como uma das interessadas na compra da Oi, mas as duas companhias negaram ter conhecimento sobre isso. Agora, tudo indica que as discussões são sigilosas.


Outras interessadas nos ativos da tele carioca seriam as gigantes AT&T e China Mobile, que seriam novos players no mercado brasileiro. Porém, ainda não se sabe sobre o real interesse de ambas.

Algumas podem querer comprar a marca como um todo, enquanto as outras se interessam apenas por uma parte dela.

A venda do segmento móvel seria amplamente estratégica para a Oi, que poderia utilizar os recursos para sua própria sobrevivência. O destino mais óbvio seria para fortalecer o serviço de banda larga.

Desde que divulgou seu último plano estratégico, a companhia destacou o objetivo de se tornar uma “empresa de fibra”. A tecnologia é vista como chave para o crescimento da empresa.

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Ao todo, a Oi possui mais de 360 mil quilômetros de fibra por todo o país, infraestrutura que também é utilizada por outras operadoras.

No ranking da Netflix, que elege a maior velocidade de conexão entre as prestadoras, a banda larga da tele carioca permaneceu no topo por meses, em 2019.

Em toda essa disputa, fica improvável entender quem leva a melhor. Mas a venda apenas da operação móvel da Oi é lógica para a sobrevivência da empresa, que poderia fugir do destino de ser vendida como um todo.

O entrave para uma possível compra feita pelas operadoras já presentes no Brasil pode vir da Anatel e do CADE. A Vivo, por exemplo, é líder de mercado.

A base de clientes da Oi reduziu em mais de 20% desde que a marca entrou em recuperação judicial. Para completar, a empresa queima caixa com a expansão do serviço de fibra FTTH.

Por isso, a venda da companhia também não é descartada, mas o destino parece cada vez mais incerto com tantos rumores e jogadas da tele carioca, em prol da sua própria sobrevivência.

Em um cenário de compra, os players que ainda não atuam no Brasil podem ser favorecidos para atrair concorrência e investimento.

[ATUALIZAÇÃO – 19/09 13h]

Em contato com a redação do Minha Operadora, o grupo TIM nega qualquer negociação com a Oi.

Com informações da Reuters e UOL

Anderson Guimarães
Jornalista com seis anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop. E-mail: [email protected]

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