Netflix precisa batalhar para se manter em alta, diz especialista

Anderson Guimarães
5 min de leitura

Apesar de promissor, mercado de streaming já apresenta um notório desgaste com a acirrada concorrência.

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Imagem: Divulgação Netflix

Prestes a completar 22 anos de existência, a Netflix tem desafios pela frente. De acordo com o analista de mercado Celso Fortes, especialista no desenvolvimento de tecnologias online, a gigante do streaming precisa inovar para continuar a conquista de novos clientes e acionistas.

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O motivo seria a forte concorrência do já desgastado mercado de VOD. Só nos Estados Unidos, empresas como Disney, Time Warner, NBCUniversal e Apple anunciaram plataformas próprias de streaming.

Além das novidades, há também serviços como Hulu, Amazon Prime Vídeo, BBC, Hotstar e Facebook Watch, que competem diretamente. Todos prometem expansão e parceria com os novos que estão para surgir no mercado.

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No Brasil, muitas dessas plataformas podem demorar para chegar, mas já são muitas opções disponíveis. Entre elas: Globoplay, Amazon Prime Vídeo, Looke, Telecine Play, HBO Go e outros.

Obviamente, nem todos conseguem bater de frente com a Netflix, que mensalmente apresenta séries com forte apelo no mundo do entretenimento, além de um acervo recheado de produções originais.

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Mas a concorrência que está para surgir é promissora. A Disney, por exemplo, criará novas histórias de franquias já consagradas como Star Wars e Vingadores, da Marvel. Sucessos que figuram entre as maiores bilheterias de todos os tempos nos cinemas.

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A Warner promete a entrega de clássicos como Friends, sucesso de audiência que deixará a Netflix, além de novas produções comandadas por cineastas aclamados de Hollywood.

Já a Apple escalou um time de estrelas como Reese Whitherspoon, Jennifer Aniston, Octavia Spencer e Jason Momoa para estrelarem e produzirem suas produções originais.

De acordo com a análise de mercado, a Netflix terá que fazer produções tão interessante quanto as da concorrência para continuar na atração de investidores, novos assinantes e manter sua base atual.

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“O modelo de negócios da Netflix é baseado na capacidade de prender a atenção dos consumidores dentro da plataforma. Ainda assim, com a chegada desses novos serviços de peso como a Disney e a Apple, a Netflix terá que competir fortemente na capacidade de entrega e atração de grandes produtos. A Disney, por exemplo, trará séries derivadas do universo Marvel, como o arrasa quarteirões dos Vingadores e outros heróis. A Netflix terá que mostrar cacife para contar histórias tão atraentes quanto essas que já contam com o aval do grande público e do mercado”, prevê Celso Fortes.

Entretanto, a pioneira no mercado de streaming tem cartas na manga. Uma delas é a contratação de grandes nomes do mercado para produções exclusivas.

As primeiras foram os aclamados Ryan Murphy e Shonda Rhimes. Ele responsável por sucessos como Glee, American Horror Story, American Crime Story, Pose, Feud e 9-1-1. Já a segunda citada, criou a série Scandal e o drama médico Grey’s Anatomy, sucesso de maratonas na Netflix.

Outra novidade divulgada nos últimos dias foi o contrato exclusivo de David Benioff e D.B Weiss com a Netflix. Os roteiristas que estiveram por trás da adaptação de Game of Thrones para a HBO.

A gigante do streaming também já anuncia parcerias com marcas como Fortnite, Coca-Cola, Nike e Burger King. Será que virão novidades interessante para os assinantes ou é apenas uma forma de lucrar com publicidade? O futuro dirá. Nas cenas da nova temporada de Stranger Things, por exemplo, já é possível observar a marca do Burger King em exposição.

“Por ser a marca mais antiga desse mercado, certamente a Netflix lançará mão de cartas na manga para seguir mantendo uma audiência ampla e acostumada com ela. Contudo, será uma batalha de formatos que trará muitas inovações e novas histórias para o público consumir. Toda concorrência é bem-vinda e quem tende a ganhar é o usuário que poderá escolher as melhores opções para si”, conclui Celso Fortes.

Com informações do Oficina da Net

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