Brazil Tower pode deixar de construir torres em São Paulo

Equipamentos da companhia são alugados por empresas como TIM, Vivo e Nextel.

Imagem: Homepage da Brazil Tower Company

A construção de antenas segue como um tema delicado na grande São Paulo. Dessa vez, a Brazil Tower Company (BTC) cogitou deixar o mercado paulista. A informação foi compartilhada durante a audiência da CPI das Antenas.

Julio Roland, CFO e representante da empresa no Brasil, disse que a decisão depende dos entraves legais para a construção de nova estruturas. Em caso de dificuldades na regulamentação, a empresa irá para outras cidades.


Roland explica que essa é a recomendação de acionistas, afinal, o negócio da companhia é construir torres e permanecer em uma cidade em que há impedimentos será prejudicial.

A BTC tem sede em Miami. No Brasil, a marca administra cerca de 800 torres e 16 delas estão em São Paulo, na capital. Todas foram construídas em 2016 e seus pedidos foram protocolados na Prefeitura. O aval para ocupação do solo não saiu até agora.

“Hoje estamos em outras cidades por decisão dos nossos acionistas de não focar São Paulo por causa da dificuldade de instalar novas torres. Fomos para outros locais onde é possível ter sites de prateleira (torres prontas para locação)”, explicou Julio.

O executivo destaca que uma mudança nas regras aqueceria o mercado. Quando a BTC chegou, havia demanda para centenas de antenas, mas elas não foram feitas por questões de compliance em relação à lei da cidade.

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A empresa estava disposta a fazer 200 antenas, mas ficou apenas nas 16. Julio conta também que nunca recebeu qualquer autuação por construir antes do recebimento das licenças. Operadoras como Nextel, Vivo e TIM alugam os equipamentos.

“A frequência usada na 5G vai obrigar a instalação de muito mais antenas pois seu raio de ação é menor, então a distância entre as torres terá de ser menor. Estamos rezando todo dia, de joelho, para que essa Casa proponha uma nova lei que beneficie a cobertura celular. Há muitos recursos dispostos a entrar aqui”, finalizou.

Entretanto, Julio Roland encontrou resistência. Os vereadores participantes da CPI contestaram as informações apresentadas pelo executivo.

Claudinho de Souza, do PSDB, comentou que o site da empresa informa 31 torres na cidade, mas o representante da BTC explicou que a informação está desatualizada e contempla futuros projetos.

Camilo Cristófaro, do PSB, também trouxe informações para o debate. Ele compartilhou que não há pedidos de licenciamento da BTC registrados na Prefeitura. O vereador propôs um requerimento para a companhia entregar os protocolos em cinco dias.

As operadoras e donas das torres devem pelo menos R$ 40 milhões. Fora a dívida ativa, o montante passaria de R$ 106 milhões, conforme explicou o político.

Com informações do Tele.Síntese

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.

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ARNALDO ANTONIO TEIXEIRA

As operadoras devem R$ 106 milhões para quem? Para a Prefeitura de São Paulo? Faltou explicar.

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