Internet supera indústria aeroespacial na emissão de CO2

Sim, navegar na web pode estar sendo mais prejudicial ao meio ambiente do que um avião às alturas.

Imagem: Pixabay

Muito se discute sobre a internet ser o grande meio que nos levará ao futuro. A fibra ótica e o 5G, inclusive, são as grandes apostas das empresas para promover uma melhor conexão aos consumidores e mudar o mundo que conhecemos, ao abrir as portas para grandes inovações.

Entretanto, pouco se discute os ricos que a universalização da internet traz ao meio ambiente. Para termos uma ideia, navegar na internet já emite mais CO2 do que um avião. Mas, como é possível?


A equação é simples. Toda atividade no computador requer energia. Portanto, a geração massiva de eletricidade, que usa combustíveis fósseis, emite o CO2. Até os mesmo os smartphones possuem suas dependências da energia elétrica.

Quem pode imaginar que o simples hábito de assistir vídeos no YouTube, trocar mensagens de vídeo, texto e áudio no WhatsApp e navegar nas redes sociais pode poluir o meio ambiente?

Pois é, questões como essa, com o tempo, farão com que as empresas tenham que se readaptar. A comparação com a indústria parece absurda, mas não é. A participação da aviação nas taxas de emissões é estimada em 2,5%. A transferência global de dados e de toda a infraestrutura representa quase 4%, de acordo com o Think Thank.

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A transferência global de dados crescerá de forma rápida e ininterrupta. A Cisco prevê que, em 2022, 60% da população estará conectada. Se preocupar com o futuro da internet é uma questão urgencial.

Entidades sem fins lucrativos como a Think Thank já realiza pesquisas. Segundo eles, o caminho mais indicado é fazer com que tudo funcione pela energia renovável. Mas nada será tão fácil quanto imaginamos.

Para globalizar o uso da “internet verde”, todos os países do mundo precisam utilizar energia renovável e fazer isso pode ser complicado. A transferência de dados cresce em uma velocidade assustadora.

Vídeos online são vilões!

Imagens em movimento exigem grandes quantidades de dados. O consumo médio de CO2 é superior a 300 milhões de toneladas anuais, graças aos vídeos digitais. Nós adoramos conteúdo em alta resolução, mas eles consomem e muito.

E a previsão é que surjam cada vez mais empresas de streaming de vídeo. Até agora, Apple, Disney, Warner e Facebook já anunciaram ou lançaram suas plataformas de vídeo sob demanda. Não está na hora de ter uma preocupação com o tema?

E qual a diferença do stream para a TV? A radiodifusão analógica também consome eletricidade, mas os dados são transmitidos em nível nacional, diferente da internet, que atravessa o planeta.

A parte de telefonia móvel, também consome muita energia. As ondas eletromagnéticas são facilmente enfraquecidas por condições climáticas, construções e vegetação, portanto, a transmissão precisa ser cada vez mais potente.

O que podemos fazer?

Ninguém vai parar de usar a internet ou começar a mexer em aparelhos antigos, afinal, o tempo e as atualizações impedem que as pessoas tenham medidas tão radicais em suas vidas.

Entretanto, é possível ter um uso consciente da web. Uma espécie de higiene digital.

É realmente necessário enviar 30 fotos de uma mesma situação para a nuvem? Talvez você possa selecionar as cinco ou dez melhores e apagar as outras. Assim a transferência de dados será cada vez menor.

Há realmente a necessidade de assistir vídeo em máxima resolução na tela do smartphone? Alguns modelos sequer possuem capacidade 4K, portanto, deixar vídeos dessa maneira é um esforço inútil, já que a tecnologia não poderá ser verdadeiramente apreciada nesses tipos de tela.

E mesmo se for uma tela 4K, diversos especialistas afirmam que a diferença entre o 4K e o Full HD só pode ser realmente notada em uma grande televisão, com tela superior a 50 polegadas.

O The Shift Project, responsável por todo o estudo e alerta, desenvolveu uma calculadora de CO2 para o navegador. Com ela, é possível medir suas atividades e o impacto gerado para o meio ambiente.

A responsabilidade não é só nossa. Governos e empresas ainda não se mostraram preocupados com a questão, mas nós podemos começar a prática.

Com informações do DW

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.

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Que coisa hein? Ainda bem que, no meu caso, o computador (um notebook) os meus celulares e o meu smartwatch desde setembro do ano passado estão sendo alimentados com energia solar. Um investimento um pouco caro, mas que, como visto, ajuda e muito a reducao de Co2.