quinta-feira, 8 de março de 2018

Vivo diz querer atrair mulheres para o mercado tecnológico

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Especialista da Microsoft enfatiza o aumento da presença da mulher na indústria de tecnologia, mas aponta desafios para o gênero.


Inspirar mulheres e trazê-las para a área de tecnologia. É isso que o portal Dialogando, da Vivo, traz para celebrar o Dia Internacional da Mulher. Para apresentar o tema, a operadora trouxe Lisiane Lemos, eleita pela revista Forbes uma das jovens brasileiras, com menos de 30 anos, mais influentes do país.

Negra, nascida em uma família de funcionários públicos de Pelotas, no Rio Grande do Sul, Lisiane ganhou o mundo e ocupa hoje o cargo de especialista em soluções tecnológicas da Microsoft. “Eu vejo a presença da mulher como uma crescente no mercado tecnológico. Toda empresa de tecnologia hoje tem um grupo de gênero focado em impulsionar e atrair mulheres enquanto estagiárias, em cargos de gerência e até liderança. Os maiores players de tecnologia tem CEOs mulheres, o que traz muitas representatividade e impulso para pessoas que nem pensaram em uma carreira de tecnologia".



Para a especialista, essa presença feminina no mercado tecnológico tem relação com a flexibilidade da questão de local e horário de trabalho.Você consegue trazer mães, pessoas com deficiência. As novas companhias se transformaram em um espaço de diálogo”.

No Brasil, 88% das mulheres têm dupla jornada de trabalho, enquanto entre os homens são 46%, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2014.

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No entanto, apesar do aumento de mulheres no mercado tecnológico, a especialista enfatiza que as mulheres negras ainda são exceções nessa indústria. Tentando reverter a situação, Lisiane integra várias organizações sociais e programas que conectam profissionais negros a empresas e movimentos sociais e defende a criação de mais projetos de inclusão e diversidade de gênero, étnico-racial e orientação sexual.

E os salários ainda continuam discrepantes. O valor mundial pago às mulheres corresponde a 77% do que é pago aos homens, conforme relatório da situação populacional mundial do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) de 2017. Por isso, 75% dos brasileiros defendem criação de políticas de promoção de igualdade entre mulheres e homens conforme levantamento do IBOPE e da ONU Mulheres de 2017.

Desafio do mercado tecnológico


Para Lisiane, o maior desafio da indústria de tecnologia será encontrar uma harmonia entre as gerações. “Há um choque geracional. As pessoas que lideram as companhias pertencem a outras gerações que, às vezes, não entendem a questão de colaboração, da importância da inclusão e da sensação de pertencimento. O grande desafio do mercado tecnológico é como extrair o melhor desses dois grandes grupos para progredir e pensar em inovação".

A especialista aponta uma solução simples para a questão: dialogar! Lisiane ainda enfatiza que “a transformação digital traz transformação social. Parece simples, mas é complexo. A internet não é um mundo pacífico, mas oportuniza um diálogo crítico”.


Veja a entrevista completa no vídeo:






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