Mercado especula sobre fusão entre Oi e TIM

A previsão é que as negociações entre as operadoras aconteçam no final do ano, paralelamente ao processo de capitalização da tele carioca.



Os rumores sobre a fusão entre Oi e TIM ganham cada vez mais força. As duas companhias realizaram alguns encontros no mês passado, durante a Mobile World Congress, em Barcelona, a maior feira do setor do mundo. Além disso, um relatório do Bradesco BBI, divulgado no início da semana, indica que as chances de uma fusão ou aquisição entre a dupla das telecomunicações aumentaram em 50% para os próximos 12 meses.

As especulações sobre um eventual negócio se intensificaram depois de o fundo ativista Elliot Management entrar no capital da Telecom Italia, controladora da TTIM. O fundo já havia tentado, em 2016, fazer uma proposta de R$ 9,2 bilhões para comprar 60% da Oi.


No mercado, a informação que circula é de que as negociações só devem acontecer após a tele carioca cumprir duas etapas do seu processo de recuperação judicial. Neste primeiro momento, a Oi está convertendo sua dívida de cerca de R$ 65 bilhões em ações. Assim, os credores irão se tornar acionistas da empresa.


O aumento do capital por meio de ações chegou a ser suspenso, após a Pharol, uma das maiores acionistas da operadora, entrar com uma ação para barrar o procedimento. No entanto, nesta quarta-feira (14), o Superior Tribunal de Justiça cancelou a suspensão.

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Na segunda etapa do processo de recuperação judicial da Oi, a companhia irá fazer uma capitalização de R$ 4 bilhões, o que deve ocorrer no fim deste ano. Analistas acreditam que a união entre TIM e Oi deva ocorrer paralelamente a capitalização.

A possível fusão já era especulada no início do ano passado. Na época, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) chegou a declarar que a junção das empresas teria um processo de aprovação fácil.

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