InícioNotícias2018: Claro Brasil se planeja para aumentar sites e crescer em DTH

2018: Claro Brasil se planeja para aumentar sites e crescer em DTH

CEO da América Móvil fala sobre cobertura móvel e TV por satélite no Brasil, além de compartilhamento de infraestrutura com a Oi.

Durante uma teleconferência de resultados da América Móvil, controladora da Claro Brasil, o CEO Daniel Hajj falou sobre algumas previsões para as marcas brasileiras NET, Claro e Embratel. Entre elas, o planejamento para captar e reter novos clientes de TV por assinatura via satélite.

Conforme já divulgado pelo Minha Operadora, as empresas registraram uma queda de 7,39% no setor de TV paga em 2017, representada por 724.209 clientes a menos. É por isso que todo o grupo começou a bolar uma nova estratégia e estrutura para voltar a crescer, especialmente na TV por satélite, o DTH.


Hajj afirma que, mais do que aumentar o custo de aquisição de clientes, a Claro Brasil precisava de um plano para não fazer com que os novos clientes cancelem seus planos dentro de poucos meses. Pensando nisso, um novo líder foi indicado para pensar na expansão da base no segmento.
Além de outras previsões para este ano, o empresário disse que continuará acreditando nos combos da Claro, que vai inserir até 2 mil novos sites para melhorar a cobertura móvel no Brasil e, quanto ao investimento, será até 10% maior, investindo cerca de US$ 8 bilhões em todas as operações latino-americanas.
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Questionado sobre o compartilhamento de infraestrutura com outras operadoras e, mais especificamente, com a Oi, o CEO Hajj se disse aberto às possibilidades, mas que não está conversando sobre o assunto e que nem sabe se a Oi fará ou não esse tipo de negócio com outras concorrentes.
Também disse que, por enquanto, o grupo ficará observando a atuação da operadora em recuperação judicial no mercado, que ainda tem muito a fazer, pelo menos nos próximos três anos, em relação às dívidas.
América Móvil X Claro Brasil
Os resultados do último trimestre da Claro Brasil foram discretos, mas foram de aumento. A receita líquida total cresceu 1,1% e alcançou R$ 8,950 bilhões, enquanto o EBTIDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 15,7% e chegou a R$ 2,828 bilhões.
Mas, embora os resultados tenham sido positivos no Brasil, a mexicana América Móvil, que tem operações em toda a América e na Europa Oriental, registrou o maior prejuízo dos últimos 16 anos em seu quarto trimestre. Foram 11,295 bilhões de pesos a menos (o equivalente a US$ 575 milhões de dólares), enquanto no ano anterior o prejuízo havia sido de 5,972 bilhões de pesos.
Os motivos incluem a depreciação do peso em relação ao dólar e euro e ficou bem abaixo do esperado pelos analistas, que previam um lucro líquido para a empresa.


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