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TIM se nega a negociar com a Oi e LetterOne desiste de proposta bilionária

Ações da operadora brasileira Oi despencaram depois da recusa da TIM em formalizar uma união entre as duas empresas.


O fundo de investimentos russo LetterOne (L1), enviou um comunicado para a operadora de telecomunicações brasileira Oi informando que desistiu do seu plano de injetar cerca de R$ 4 bilhões no caixa da operadora, para ajuda-la no processo de fusão com a TIM Brasil.

Segundo o Letter One, a Telecom Italia – controladora da TIM Brasil – respondeu as sondagens da L1 de forma negativa.

“… Embora agradeça a L1 Technology por sua abordagem, [a TIM] não deseja aprofundar negociações a respeito da possibilidade de uma união entre a Oi e a TIM, no Brasil”, disse, em nota, o fundo de propriedade do bilionário russo Mikhail Fridman.

O principal motivo para a rejeição da TIM – além de não achar qualquer atrativo da Oi convincente a ponto de ser feita a fusão, como disse Marco Patuano, presidente da Telecom Italia, no ano passado – foi a desproporcionalidade do tamanho da participação das empresas na nova Oi. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o L1 ficaria com 43% das ações da empresa, e a TIM com 35% do capital. Os outros 22% ficariam com os atuais donos da Oi e/ou seriam abertos ao mercado.

Depois do anúncio, os investidores da Oi reagiram muito mal, como já era de se esperar. Os papéis preferenciais terminaram esta segunda-feira, 25, com queda de 16,56%, cotados a R$ 1,41; enquanto que os ordinários apresentaram um valor 19,3% negativo, fechando o dia a R$ 1,63.

Apesar de a TIM menosprezar a possibilidade de se tornar a maior operadora de celular do país, ultrapassando inclusive a líder isolada Vivo, do grupo espanhol Telefónicaque já teve participação no capital da operadora italiana – e ter levado decepção para os diretores da Oi com a sua negativa, nem tudo está perdido. A operadora brasileira disse que vai continuar analisando todas as formas possíveis de efetuar uma consolidação no mercado de telefonia brasileiro.

“A Oi continua a empreender seus esforços de melhorias operacionais e transformação do negócio, com foco em austeridade, otimização de infraestrutura, revisão de processos e ações comerciais”, afirmou Flavio Nicolay Guimarães, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Oi.

O fundo L1 também manisfestou interesse em permanecer pesquisando possibilidades de investimento no Brasil, ao dizer, no mesmo comunicado de desistência enviado à Oi, que “apesar de um ambiente macroeconômico desafiador, LetterOne está interessada em investir no Brasil: um país com bom potencial de crescimento de longo prazo”.

Pelo menos até o mês de maio, a Oi ainda mantém um contrato de negociações exclusivas com o grupo LetterOne, e é possível que até lá o fundo de investimento refaça sua proposta para a TIM. Mas já existem outros fundos de investimento de olho na Oi. Os norte-americanos Elliot e Cerberus seriam os principais interessados em “ajudar” a Oi a sair do vermelho.

A Oi precisava (ou precisa) desta fusão para melhorar a sua ‘saúde financeira’, que está sendo abalada a cada trimestre que passa. Receber uma injeção de mais alguns bilhões de reais, deve dar fôlego para a empresa voltar a investir com mais força no setor.

Para a TIM, usar a infraestrutura de serviços fixos da Oi – como internet banda larga e TV por assinatura, presentes em quase todo o território nacional (com exceção do Estado de São Paulo) – igualaria seu tamanho às concorrentes Vivo (que comprou a GVT no ano passado) e Claro (que fez sociedade com NET e Embratel). A TIM só tem banda larga fixa nas principais cidades dos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, e não possui operação de TV fechada, tornando a empresa menos convergente do que as demais.

O principal trunfo da TIM é a telefonia móvel, enquanto a Oi ainda tem mais poder na telefonia fixa. A junção desses dois segmentos de comunicação, na visão do L1, formaria uma nova empresa, mais completa e com mais vantagens.

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