TIM ainda espera crescer mais em São Paulo e Rio com fibra

Apesar de mostrar otimismo para o próprio crescimento, a TIM considera que a expansão para novas áreas de sua rede de fibra adquirida da AES Atimus em 2011 não está nos planos imediatos. Isso porque a operadora afirma que sua malha chega a mais de 600 mil homes-passed, sendo a maioria (ao menos mais de 400 mil) concentrada em São Paulo. Por enquanto, não há planos para outras cidades além da região metropolitana da capital paulista e no Rio de Janeiro. Segundo afirmou o diretor de marketing da Live TIM, Flávio Lang, essas áreas “ainda têm muito espaço para crescer”. O executivo esteve em um evento da fornecedora Amdocs, em São Paulo.

A TIM considera como home-passed os locais aonde a fibra chega, mas não necessariamente a última milha. Para o consumidor final ter acesso, é preciso que haja infraestrutura de cabos de cobre, além de acordos com os condomínios. “Temos uma classificação interna que é o home-passed liberado pra venda, que é basicamente de 75% a 80% do total do coberto”, explica Lang. A rede utilizada é basicamente o que foi adquirido da Atimus, que conta hoje com mais de 5 mil km de fibra. A empresa faz apenas algumas adições “para fechar os anéis óticos” ou onde a infraestrutura não esteja satisfatória.

O foco em São Paulo e Rio, obviamente, não é à toa. Nessas regiões, a rede da Atimus cobre 25% da população e 27% do PIB brasileiro. “Juntos, Rio de Janeiro e São Paulo representam mais de 50% da banda larga nacional”, afirma Lang. A ideia é chegar a um milhão de domicílios cobertos, mas o executivo não deu uma data para alcançar a marca.

Nem sempre o problema é tecnológico, entretanto. O executivo diz que no final de 2012 houve “alguns tipos de dificuldade em prédios onde tivemos venda”. A negociação com síndicos nem sempre foi fácil, por conta de normas internas dos condomínios. “Quando se trabalha com prédios muito grandes, temos de chegar com fibra ou com um cabo mais grosso para dentro do prédio, então a negociação é um pouco mais demorada”. A diferença ocorre na ativação também. Enquanto em casas a instalação se completa em, no máximo, três dias, em prédios pode durar 20 ou até 25 dias por conta das negociações.

A solução encontrada pela TIM foi a de frear um pouco a demanda. “Minimizamos porque desde o ano passado a gente fechou a venda em prédios já cabeados ou grandes e fizemos uma lista de espera em edifícios um pouco menores justamente para não causar frustração”, diz Flávio Lang.

De qualquer forma, a operadora considera a empreitada em fibra como um case de sucesso. Ela se compara com as incumbents, que, por terem herdado a infraestrutura antiga da Telebras, possuem redes “muito longas, que não são otimizadas para Internet” por estarem distantes da central, o que deteriora a velocidade ofertada. Flávio Lang diz que metade (53%) dos assinantes da concorrência possui velocidades abaixo de 2 Mbps.

A operação da TIM é baseada em três pilares: altas velocidades, topologia para baixo Capex e solução de rápida implementação. Dessa forma, a companhia optou por comprar os anéis óticos da Atimus, colocou a arquitetura fiber-to-the-curb (FTTC) e diminuiu a distância ao consumidor. “A gente colocou pequenas distâncias, fazemos o último lance com cobre, mas com fibra até o prédio”, conta. Isso diminui o custo também. O custo do home-passed é de US$ 40 e, para ativar, US$ 170. “Soluções FTTH (fiber-to-the-home) gastam em média US$ 2 mil para atender ao cliente”, compara. “Para competir com a gente, (a concorrência) terá de fazer investimentos massivos em FTTx. Na Net, terá de ir para DOCSIS 3.0.”

A fibra chega até o poste na rua, onde é instalado um distribuidor. De lá, a rede é levada para dentro do prédio, onde é aproveitada a estrutura de cobre para chegar até as residências. A solução permite upgrade de velocidade através da substituição de placas de redes na rua. O técnico pode chegar e fazer testes dentro da casa do cliente também.

A estratégia da Live TIM, diz Flávio Lang, é de “divergência”, ou seja, a venda da conexão não está atrelada a nenhum outro produto da empresa. “A nossa crença é que há uma demanda reprimida forte no Brasil, e ter uma estrutura comercial e de sistemas separados garante a agilidade na entrega, com atendimento e venda mais simples”, declara. “Não será divergente para sempre, mas isso (a convergência) vai acontecer somente quando chegarmos a um estágio de maturidade do mercado”.

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