Comerciante tem Nextel clonado e prejuízo chega a R$ 3 mil

Um comerciante de Santos, no litoral de São Paulo, teve sua conta de rádio telefonia clonada e desde então tem que depositar os valores da fatura em juízo, para poder continuar a utilizar o equipamento em sua empresa. Maurício Quagliato trabalha com seis rádios Nextel e por mês gasta cerca de R$ 600 pelos serviços utilizados em seus aparelhos.

O problema foi descoberto depois que a fatura dos aparelhos não chegou até o comerciante. Quando conseguiu a conta, viu que havia um novo aparelho adicionado ao grupo e o valor da conta chegava a R$ 3.000. “Quando recebi a fatura havia uma nova conta em nosso nome e na usual havia um aparelho a mais incluído, sem a nossa anuência. Nós fomos atrás para saber o que havia ocorrido. O aparelho dessa segunda conta foi adquirido com a nossa senha, os dados da empresa foram modificados no cadastro da Nextel e de alguma maneira na nossa conta usual”, conta o comerciante.

Maurício entrou na justiça e conseguiu cancelar quatro contas, mas o aparelho continua atrelado à conta da firma. “Todo mês tenho que puxar a conta, calcular o que é nosso uso, que vem especificado, e depositar em juízo. Isso já tem um ano e meio e a gente não consegue nenhuma providência efetiva da Nextel, que está informada desde o primeiro momento. Eles alegam que as transações foram feitas com uma senha master, que toda empresa tem, e que por causa disso a gente tem que arcar com os custos”, explica.

Segundo Maurício, a empresa não quer rastrear os aparelhos incluídos sem autorização. O comerciante procurou a polícia e descobriu que não é o único que passa por esse tipo de problema. “Pode até ser que seja uma quadrilha, porque a gente tem ciência que outras empresas no mesmo ramo passam por isso. O uso de telefonia na região é muito intenso. Eles não têm concorrentes e talvez para eles não interesse resolver esse tipo de situação”, conclui. 

Segundo a Nextel, a empresa não pode se manifestar sobre o assunto, pois o caso está sendo tratado na justiça. O Centro de Informação, Defesa e Orientação ao Consumidor (CIDOC) de Santos orienta que o usuário faça um pedido formal à empresa para que ela passe, no prazo de três dias, por escrito, a documentação que prove que o pedido da linha foi feito por ele. Se não receber, o consumidor deve entrar em contato com o CIDOC para abrir uma reclamação, e se mesmo assim o usuário resolver pagar o que acha indevido, ele poderá entrar na justiça e receber o valor pago de volta em dobro.

A TV Tribuna, afiliada à Rede Globo preparou uma reportagem contendo os detalhes do caso. E você também pode assistir clicando aqui.

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