Oi reitera confiança em metas visando conexões fixas


Em encontro com analistas e investidores em São Paulo a Oi reiterou que as metas do mercado estão sendo cumpridas graças à reestruturação societária, à organização de planos a longo prazo e mudanças de foco visando maior receita média por usuário (ARPU).
Uma das razões para a operadora ter conseguido manter as previsões foi a estratégia de negócios focada em segmentos em vez de tecnologias. Deixando de lado a abordagem de vendas em telefonia fixa ou de TV por assinatura, por exemplo, de maneira isolada, a companhia agora estabelece as categorias de residencial, mobilidade pessoal e empresarial corporativo. Essa estratégia, garante a Oi, permite angariar clientes de maior valor e fidelidade.

O aumento no segmento de pós-pago, segundo a empresa, foi também significativo para a boa avaliação do desempenho no ano. A empresa chegou a aumentar 2,3%, ainda de acordo com os dados divulgados.

Mas, apesar de focar em acessos fixos por considerar como importante unidade geradora de receita, o número de desconexões nessa categoria, que inclui telefonia fixa e banda larga, tem preocupado a Oi. Ainda assim, eles afirmam que o volume está diminuindo: passando de 308 mil desconexões líquidas no 3T11 para 134 mil no 3T12, apesar de ter registrado número menor no segundo trimestre (96 mil).

A estratégia em fixos, então, é fundamental para a empresa. No setor corporativo, ela deverá investir fortemente no mercado em São Paulo com as ofertas que mesclam serviços de telecomunicações com TI, como a plataforma na nuvem.

Para o consumidor final, haverá novidades em outros Estados. Na próxima segunda-feira, a Oi deverá lançar o serviço de IPTV no Rio de Janeiro, em um soft launch, para complementar o serviço DTH já oferecido. Depois, a empresa disponibilizará a plataforma em Belo Horizonte. Segundo o diretor de tesouraria e relações com investidores da Oi, Bayard Gontijo, não há previsão alguma para oferecer a solução em São Paulo no roadmap da empresa, “até por depender das conexões fixas”. A Oi atua apenas com telefonia móvel no Estado.

Ainda de acordo com o executivo, a Oi não considera efeitos negativos no Plano Geral de Metas e Competição (PGMC). “Estamos avaliando, são diversos itens, como redução da VU-M (valor de uso da rede móvel).

Tem uma série de coisas em discussão ainda, como poder de mercado significativo (PMS), e as companhias têm 180 dias para questionar o ponto, o preço das ofertas, e isso está em análise”, diz. Ele considera que o PGMC “tirou as incertezas do mercado”. A introdução de política de guidance também foi uma abordagem acertada, na visão da operadora. “Finalmente divulgamos a política de dividendos, que era uma demanda antiga do mercado. Com isso, damos previsibilidade, pois planejamos pagar os dividendos no futuro”, explica.

De acordo com essa política, R$ 2 bilhões já foram pagos em maio de 2012, mais R$ 1 bilhão em agosto deste ano. No montante total até 2015, a previsão é de R$ 8 bilhões. Para manter o plano do pagamento, diz a operadora, é preciso “manter a relação entre dívida líquida e Ebitda em três vezes”.

“A gente conseguiu chamar a atenção do mercado, mudamos um pouco a percepção de analistas, aumentando nas recomendações de compra e venda”, explica. Ele diz que reflexo disso é o fato de a empresa anunciar formalmente nos próximos dias a adesão ao Nível 1 de Governança Corporativa da Bovespa. O prazo médio das dívidas também foi aumentado: agora é de cinco anos, o que Gontijo considera como outro efeito positivo. Em 2009, esse prazo era de 2,7 anos.

O crescimento anual da receita líquida após dois anos de queda (a última vez que havia crescido foi no segundo trimestre de 2010). No último trimestre deste ano, a empresa finalmente apresentou resultado positivo, aumentando 1,5% e atingindo R$ 7 bilhões.

A Oi também confirmou o publicado como Fato Relevante na CVM no final da tarde da última quarta-feira, no qual dá como encerrada a primeira etapa do projeto de monetização de imóveis da companhia, com alienação de três imóveis reversíveis no valor de R$ 300 milhões. O aluguel está estimado em 9% do valor dos imóveis (dois no Rio de Janeiro e um em Brasília).
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