Rede das cidades grandes apresentam mais problemas no celular

A quantidade de clientes por antena de celular nas regiões metropolitanas chega a ser mais que o dobro da média nacional, que é de 4.618. Juntas, as áreas urbanas respondem por 64% das linhas ativas e 20% delas acessam a internet.

Esse é um dos principais motivos da queda de qualidade dos serviços nas grandes cidades, onde houve uma explosão do tráfego de dados (internet) nos últimos anos, algo que exige não só novas torres como equipamentos mais potentes nos locais em que já existe infraestrutura.

Na semana passada por exemplo, a Folha mostrou que a média de clientes por antena quase dobrou entre 2002 e 2012, passando de 2.418 para 4.618. As operadoras concentraram seus investimentos na infraestrutura até 2006 e, depois, esse ritmo caiu mesmo com o lançamento do 3G, em 2008, que fez explodir o tráfego nas redes.

A situação é pior no Norte e no Nordeste e varia conforme a operadora. É o que mostra levantamento feito pela Folha com base em dados da Anatel.
De acordo com ele, cinco áreas metropolitanas têm média acima de 10 mil linhas por antena, mais que o dobro da média nacional. Em 15 regiões, a média fica entre 6.000 e 9.900, entre elas São Paulo. No Sul e no Sudeste, Porto Alegre exibe a pior média (8.209). Só Palmas (TO) está na média (4.423).
Não há uma recomendação internacional sobre essa média, mas a UIT (União Internacional de Telecomunicações) considera alguns países com qualidade de serviço como referência. É o caso dos EUA, onde a média é de 1.000 por torre. No Japão, onde a maioria dos clientes navega na internet, são 400.

A concentração por antena respeita a participação de mercado das operadoras. A Vivo, líder com 29,56% do total de clientes, possui média acima de 10 mil em 12 regiões. Com a Oi, quarta colocada com 18,65% de mercado, ocorre o contrário. Ela está abaixo da média em 14 áreas.
O problema é que as redes das operadoras estão perto da saturação, segundo apurado com fornecedores de equipamentos. As teles negam. Em 2010, a rede da TIM quase entrou em “curto-circuito”. Naquele ano, a operadora descumpriu 30% das metas de qualidade de rede, segundo a Anatel. A Claro também esteve com índices elevados (17%) nesse quesito. Oi e Vivo oscilaram entre 3% e 5%.

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