Telefonia está mais barata no Natal. Saiba o motivo

Na década passada, 30 milhões de pessoas ingressaram na classe média brasileira. Essa massa de novos consumidores constitui hoje o mercado que mais cresce no País e é tida como a grande responsável pelo bom desempenho da economia nacional, que deve subir quase 4% este ano. Essa nova realidade está obrigando as empresas a aprender como tratar essa promissora classe de clientes. Antes negligenciada pela baixa rentabilidade, a classe C atualmente é vista como uma espécie de eldorado do mercado de consumo. No setor de telefonia celular não é diferente. Tanto que as operadoras brasileiras estão engajadas numa verdadeira guerra para conquistar esse segmento, majoritariamente cliente dos planos pré-pagos. Com isso, o preço nesse modelo de cobrança caiu vertiginosamente e atualmente chega a ser mais vantajoso que os valores nos planos pós-pagos. 


O fenômeno acontece não somente no caso dos serviços de voz, mas também em relação ao acesso à internet. Com cerca de R$ 15 por mês, hoje é possível navegar na internet sem limite de tempo ou de downloads adquirindo um plano pré-pago, valor que chega a ser 50% mais barato do que na modalidade de conta. “O acesso à internet não é mais um bem de luxo”, afirma Rogério Takayanagi, presidente da Tim Fiber, braço de fibra óptica da empresa de telefonia. “Quem não trabalha para a classe C não está trabalhando com os brasileiros.”


A TIM oferece acesso à internet no pré-pago por R$ 0,50 por dia, sem limite de tempo ou de dados. A empresa também aposta em parcerias com o varejo para conquistar a classe C, como a que firmou recentemente com o Magazine Luiza para a venda de computadores já com acesso à internet. As máquinas custam entre R$ 899 e R$ 1.399 e são indicadas para famílias que estão comprando seu primeiro computador. 


Para Fiamma Zarife, diretora de serviços de valor agregado da Claro, além de caber no bolso, as ofertas direcionadas a essa nova classe média precisam ser facilmente entendidas. Por isso, as operadoras estão abandonando o modelo de cobrança por minutos e adotando a prática da cobrança por dia de utilização. “É mais simples fazer a conta por chamada ou por dia”, afirma Fiamma.  A empresa cobra no plano pré-pago uma tarifa de até R$ 0,21 por chamada, independentemente do tempo de conversa. 


Os preços mais baixos, no entanto, se referem a chamadas feitas para celulares da mesma operadora. Isso faz com que as pessoas acabem sendo clientes de mais de uma empresa. “A dinâmica do mercado mudou”, afirma Eduardo Aspesi, diretor de produtos de varejo da Oi. “O consumidor que sabe fazer conta passou a ter quatro chips.” Para Aspesi, porém, apesar dos benefícios para o bolso, essa guerra de preços traz riscos para o consumidor. “Quando baixa muito o preço, a qualidade dos serviços pode cair”, afirma. A boa notícia é que, em mercados altamente competitivos, como o de telecomunicações, o consumidor sempre tem uma segunda opção.

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*As tarifas da Vivo mudam para alguns estados do Nordeste, onde se fazem chamadas a R$0,89/min para qualquer operadora. E R$0,25/dia de ligações e torpedos Ilimitados para qualquer Vivo do Brasil e R$0,10/min. para Fixo local. E ainda outros benefícios pra falar até com outras operadora móveis.

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