Galaxy e iPhone são os responsáveis pelo maior aquecimento de vendas nas operadoras

Smartphones Galaxy S II, da Samsung, e Iphone 4, da Apple
O iPhone 4S, que começou a ser vendido na última quinta (15) – a tempo do último fim de semana antes do Natal -, e o Samsung Galaxy SII vão estimular
ainda mais o já aquecido setor de smartphones.
Esses celulares são mais sofisticados, têm sistema operacional e
permitem ao usuário baixar aplicativos e navegar na web. “Toda vez que
há o lançamento de uma nova versão do Galaxy, as vendas da
categoria de smartphone são afetadas”, diz Erik Fernandes, diretor de
marketing da Claro.
Em duas semanas, a Tim registrou 55 mil cadastros de interessados no
iPhone 4S. No lançamento da versão anterior, foram 30 mil (segundo a prestadora). “Um novo
modelo de iPhone é um catalizador para vendas de smartphones e de planos
de internet no celular. Somos a empresa que mais vendeu iPhones no
Brasil, mais de 40% do total”, diz a imprensa Roger Solé, diretor de marketing da
Tim.
“O iPhone é um alavancador”, concorda Bernardo Winik, diretor
nacional de vendas da Oi, que mudou de estratégia e voltará a comprar
aparelhos diretamente dos fabricantes e a vender para clientes.
O iPhone é o primeiro grande lançamento da Oi nesta guinada. O
portfólio completo estará pronto para o Dia das Mães, porque, explica
Winik, é preciso ajustar e fazer mudanças em sistemas logísticos e de
informática. A intenção é voltar a oferecer subsídio na mesma época.
Nicho e preço
Apesar da febre provocada pelos smartphones da Samsung e Apple, o Galaxy e o iPhone, respectivamente, se
posicionam como produtos de nicho, voltados especialmente para
consumidores com poder de compra mais alto. “Eles tem uma participação
importante nas nossas vendas de smartphone, mas não respondem pela maior
parte. Outros produtos compõem e fazem o volume”, observa Daniel Cardoso, diretor de marketing móvel da Vivo.
Segundo a consultoria IDC, de janeiro a setembro, a Apple cresceu
180% em volume no país, enquanto o segmento de smartphones avançou 84%. A
empresa é a sexta colocação no mercado nacional de smartphones, atrás
de Samsung, Nokia, Motorola, LG e RIM.
No mundo, está em segundo lugar, atrás da Samsung, que também lidera
no Brasil e anunciou ontem três novos smartphones no país. “Smartphone
ainda é um produto caro aqui. Custa, em média, o preço de um notebook
bom e a quantidade de usuários que podem comprar o aparelho e pagar o
plano mensal é pequena”, diz Luciano Crippa, gerente de pesquisas da
IDC.
Nas operadoras, o iPhone 4S de 16GB pré-pago custa R$ 1.999 (Oi); R$
2.049 (Vivo) e R$ 2.149 (Claro). Já smartphones da linha Galaxy, da Samsung podem ser encontrados a partir de R$396,00 dependendo do modelo. Conforme noticiado, o
governo estuda estender para smartphones os benefícios fiscais
concedidos a tablets, para popularizar o acesso à web por meio desses
dispositivos.
E, em 2012, o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, promete
negociar com Estados a queda na tributação sobre serviços. “Todos os
smartphones têm custo relativamente alto quando comparados a preços no
exterior. Não temos margem na venda de aparelho”, diz Solé.
Apesar das barreiras, as operadoras sentem aumento nas vendas de
smartphones. No caso da Claro, a alta foi de 570% no terceiro trimestre,
na comparação com o mesmo período de 2010. Na Tim, passaram de 129 mil
aparelhos no primeiro trimestre de 2010 para 618 mil no mesmo período
deste ano, elevando a presença de smartphones na base de clientes de 8%
para 20%. Graças claro principalmente a Samsung e Apple.

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