terça-feira, 23 de setembro de 2014

Oi desiste de participar do leilão da faixa de 700 MHz

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Dívida bilionária da companhia, pode ter influenciado negativamente na decisão.


A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) está recebendo nesta terça-feira (23) os envelopes contendo as propostas das empresas de telefonia brasileiras dispostas a participar do leilão da faixa de 700 MHz - que será utilizada para prestar o serviço de tecnologia 4G. Porém, pelo menos o envelope de uma operadora não foi enviado. A Oi informou hoje que não irá participar do leilão previsto para ocorrer no próximo dia 30 de setembro.

Segundo o comunicado, a operadora já possui uma rede disponível para atender a crescente demanda dos serviços de dados móveis, tendo em vista que possui uma rede fixa, uma ampla rede wifi, além de já ter adquirido participação na faixa de 2,5 GHz em junho de 2012 - utilizada atualmente para prestar o serviço de quarta geração aos seus clientes e reforça que atenderá às obrigações de cobertura da tecnologia até 2017, podendo no futuro utilizar a faixa de 1,8 GHz.

A faixa que será leiloada no final do mês só poderá ser utilizada plenamente em 2019, por atualmente estar ocupada pelos sinais emitidos pelas emissoras de TV analógica, que somente abandonarão completamente o espectro em todo o país nesse ano. Por isso, para evitar gastos sem retorno a curto prazo, a Oi decidiu manter a sua estratégia de investimento em projetos estruturantes de rede que atendam aos objetivos de melhoria do nível de qualidade e percepção dos serviços prestados aos seus clientes no acesso fixo e móvel e reforçar os investimentos em aumento de cobertura e capacidade da rede móvel e na expansão de banda larga e TV, numa lógica multiprodutos e convergência a nível nacional.", finaliza a operadora.


Esse fim já estava sendo esperado pela imprensa, já que das operadoras brasileiras de grande porte, somente a Oi não havia se manifestado sobre as regras do edital do leilão da faixa, duramente criticadas por TIM, Claro e Vivo. A dívida da operadora, que já ultrapassa um total de R$ 46,2 bilhões devido principalmente ao seu processo de fusão com a Portugal Telecom, também deve ter influenciado fortemente a decisão. Uma fonte já classificou a ausência da operadora no leilão como "um tiro no pé".

Apesar da desistência da Oi, continuam na disputa pelos melhores lotes as empresas Vivo, TIM, Claro e Algar Telecom. A Nextel, devido a crise que sua controladora passa, também não seria capaz de apresentar propostas atraentes pela faixa e, assim como a Oi, ficará de fora do leilão.

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