sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Receita da Vivo cresce, mas lucro cai 16% no ano

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A Telefônica|Vivo apresentou um avanço de 7,5% da receita líquida dos negócios móveis, que atingiu no terceiro trimestre R$ 5,739 bilhões. Segundo o relatório de administração que acompanha o balanço da companhia, divulgado nesta quinta-feira (07), o resultado foi impulsionado pelas receitas de dados e de terminais.
  • A receita de serviços móveis avançou 7,1%, mas teria crescido 9,1% caso fosse excluído os efeitos regulatórios, causados pelo corte da taxa de interconexão (VU-M).
  • A receita de dados e serviços de valor adicionado (SVA) cresceu 24,6% na comparação anual, para R$ 1,762 bilhão, puxado pelo avanço das vendas de pacotes de dados, além do maior mix de smartphones.
  • No terceiro trimestre, a receita de dados e SVA respondeu por 32,4% da receita líquida de serviços móveis, uma evolução na comparação anual de 4,6%.
  • A receita de internet móvel cresceu 35,5% na comparação anual, para R$ 955,6 milhões, respondendo por 54,2% da receita de dados do terceiro trimestre. A empresa informou que este desempenho está diretamente atrelado ao crescimento nos acessos de dados e pós-pagos, destacando-se os planos 3G Plus e 4G.
  • A receita de aparelhos móveis cresceu 14,4% na comparação anual, para R$ 300,5 milhões. 
  • Já a receita com mensagem de texto (SMS) avanço na comparação anual 5%, impulsionada por serviços com tarifa reduzida para todas as operadoras, além da venda de pacotes ilimitados nos planos pós-pagos, entre outros.
  • A receita móvel de franquia e utilização registrou cresceu 5,4% no comparativo anual, para R$ 2,863 bilhões. "Contribuíram para este desempenho o aumento do parque pós-pago nos planos "Vivo Ilimitado" e a positiva evolução das recargas de pré-pago", afirmou a empresa.
  • No segmento fixo, o desempenho da empresa apontou para uma queda de 7,7% da receita líquida, que somou R$ 2,879 bilhões. Frente ao segundo trimestre deste ano, a queda foi de 2,4%.
  • A receita de voz e acessos diminuiu 11,5% na comparação anual, em razão do processo de substituição fixo-móvel, pelo menor tráfego de voz em função do menor número de dias com atividade comercial devido às manifestações ocorridas no período que afetaram o negócio corporativo, além dos impactos regulatórios.
  • A receita de dados cresceu 1,9% na comparação anual. Segundo a companhia, está em andamento ações para aumento das receitas de banda larga, incluindo a melhora no mix de velocidades da ADSL e a expansão da base de clientes em fibra.
  • As receitas de TV por assinatura registraram crescimento de 8,4% frente ao trimestre anterior, como resultado do processo de expansão deste negócio iniciados no segundo trimestre, segundo a empresa.
  • Na comparação anual, porém, há uma queda de 14,3%, justificada pela desconexão de clientes MMDS, que teve seu serviço finalizado no trimestre anterior.
  • O lucro líquido da Telefónica Brasil entre janeiro e setembro foi de R$ 2,480 bilhões, que refletem uma redução de 16,6% em comparação com os três primeiros trimestres de 2012, segundo divulgou nesta quinta-feira em São Paulo a filial brasileira da multinacional espanhola.
  • No acumulado do ano, o faturamento líquido chegou aos R$ 25,660 bilhões, desempenho superior em 2,6% ao do período janeiro-setembro do ano passado.
  • Nos primeiros nove meses do ano, o lucro bruto de exploração (Ebitda) chegou a R$ 7,7 bilhões, que representam queda de 12,9% em relação ao mesmo período de 2012.
  • Os investimentos acumulados em 2013, por sua vez, aumentaram em contraste com o mesmo período do ano anterior em 17%, fechando a R$ 3,8 bilhões.
  • No terceiro trimestre do ano, o lucro líquido foi de R$ 760,2 milhões, número que representa uma contração de 18,8% frente ao mesmo período de 2012,
  • O Ebitda, entre julho e setembro, registrou R$ 2,380 bilhões, com retrocesso similar de 18,2% no mesmo comparativo.
  • Os investimentos no trimestre totalizaram R$ 1,867 bilhão e representam quase o dobro das informadas no mesmo período do ano passado.
  • Cerca de 72% dos investimentos do terceiro trimestre foi destinado para a injeção de recursos no melhoramento da ampla rede de telecomunicações e garantir assim a modernização e maior cobertura.
  • Os investimentos do período aumentaram apesar do faturamento ser de R$ 8,618 bilhões, um número praticamente estável contra o do terceiro trimestre de 2012.
'Os recursos estão sendo destinados principalmente à expansão da fibra óptica para o mercado residencial, ao aumento da capacidade das redes em geral e às coberturas 3G e 4G, que são as maiores do Brasil', afirmou em comunicado Antonio Carlos Valente, presidente da Telefónica no Brasil.

Por outro lado, o diretor-geral da Telefónica|Vivo, Paulo César Teixeira, considerou que 'o aumento da participação nos negócios de maior geração de receita', é uma prova de que a empresa 'está no caminho correto ao apostar em inovação, qualidade e cobertura para ampliar a liderança do mercado'.

No trimestre, a Telefónica Brasil terminou o período com uma dívida total de R$ 9,2 bilhões e recursos em caixa no valor de R$ 9,1 bilhões.

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