sábado, 21 de setembro de 2013

Movimento da Vivo sobre a TIM não afetaria independência da operadora italiana

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A possível proposta de aumento de participação da Telefónica na holding que controla a Telecom Italia, que, segundo os jornais italianos teria oferecido 800 milhões de euros, não provocaria qualquer repercussão sobre a TIM Brasil, avaliam analistas, pois não haveria mudanças na configuração do atual conselho de administração, que é formado por muitos integrantes independentes.

O Conselho deliberativo da Telecom Italia tem hoje 15 membros, dos quais poucos são aqueles que representam os interesses da Telco, visto que ela só detém 22% da Telecom Itália. Um aumento de participação da operadora espanhola não provocaria qualquer impacto na TIM, como quiseram fazer entender alguns executivos da Telefónica em evento na Inglaterra, pois a configuração decisória não seria modificada", afirmam fontes do setor.

Isto significa, por exemplo, que a chinese wall estabelecida pelo Cade e Anatel quando do ingresso da Telefónica na Telecom Italia, sobre as questões que envolvem a TIM continuaria a preservar os interesses da operadora brasileira, que continuaria atuar independente à Vivo. "A Telefonica não pode hoje participar de qualquer decisão relacionada à TIM", assinala o executivo.

A data do dia 28 é emblemática, porque é quando termina o atual acordo de acionistas que mantém os bancos Intesa Sanpaolo, Mediobanc e o fundo Assicurazioni Generali unidos à Telefónica, que possui 46% da holding. O acordo libera os sócios a venderem suas participações a partir de então.

A Telefónica teria preferência para a aquisição dessas ações, mas qualquer coisa que significasse que a operadora espanhola fosse assumir o controle completo da operadora italina, teria que oferecer um valor muito superior aos milhões ofertados, na casa de bilhões, assinalam as fontes.

Com o adiamento da reunião do conselho de administração marcado para esta semana, para o dia 3 de outubro, ampliam-se as especulações sobre os possíveis interessados na operadora italiana. Além da britância Vodafone (que está fortemente capitalizada com a recente venda de suas operações nos Estados Unidos) levanta-se a possibilidade de a japonesa SoftBank partir para o mercado europeu, o mesmo a norte-americana AT&T. A questão é que o governo italiano prefere uma solução europeia. A dívida da Telecom Italia é de 26 bilhões de euros.

Outra possibilidade, avaliam analistas, é que, até que os sócios encontrem suas melhores opções, a Telecom Italia passaria a ter o controle pulverizado. Mas todos reconhecem que o ideal é encontrar um parceiro capitalizado para resolver o dramático endividamento da operadora.

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