Operadoras de telefonia fixa devem à União mais de R$ 3 bilhões

Hemerson Brandão
4 min de leitura

Oi, Vivo, Algar Telecom e Sercomtel terão que ressarcir Estado por deixarem de investir em Planos de Universalização.

Nesta semana, o conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) chegou à conclusão que existe um desequilíbrio nos contratos de concessão, com as operadoras de telefonia fixa devendo R$ 3,298 bilhões de saldos do Plano Geral de Metas para Universalização (PGMU) passados, que deverão ser ressarcidos à União.

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O processo foi aberto a pedido das próprias concessionárias, alegando que desde 2018 e os serviços de telefonia fixa estavam dando prejuízo, e que os contratos precisam ser reequilibrados.

A partir daí, a Anatel decidiu apurar o motivo de tal desequilíbrio, analisando os contratos de concessão desde 1998. A conclusão é que ao invés da União estar devendo para as empresas, na verdade, são as operadoras de telefonia fixa que estão com saldo devedor.

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Ao decidir pela substituição dos Postos de Serviços de Telecomunicações (PST) por redes backhaul, a Anatel acabou gerando um ganho de R$ 1,996 bilhão para as concessionárias. Ao suprimir obrigações de Postos de Serviços (PSM), proporcionou mais R$ 687,7 milhões. Finalmente, ao reduzir o número de Telefones de Uso Público (TUPs) – os famosos orelhões -, gerou outros R$ 614,7 milhões para as operadoras.

Conforme o parecer do conselheiro Carlos Baigorri, a Oi, Telefônica (controladora da Vivo), Algar Telecom e Sercomtel terão que investir esse dinheiro para ampliar redes de transporte de alta capacidade.

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Entre as operadoras, a Oi é a que mais deve à União. Por deter concessão em quase todo o Brasil, com a exceção de São Paulo, a operadora deverá pagar a maior fatia: R$ 2,761 bilhões.

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Já a Telefônica deve à União R$ 495 milhões, a Algar Telecom pagará R$ 37 milhões e a Sercomtel a menor fatia, R$ 5 milhões

A Claro/Embratel também argumentou que seus contratos de concessão geravam prejuízo. Entretanto, na avaliação de Baigorri, não foi possível comprovar que existia tal desequilíbrio, e, portanto, a operadora não tem nada a receber ou pagar à União.

O Minha Operadora entrou em contato com as assessorias de imprensa das operadoras citadas, mas até o fechamento desta matéria não recebemos um retorno. O texto será atualizado caso receba um retorno.

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[ATUALIZAÇÃO – 18/05/2020 14H59]:

A Assessoria de Imprensa da Embratel retornou o nosso contato e afirmou que “a empresa não irá comentar”.

Já a Sercomtel emitiu a seguinte nota:

“A Assessoria de Imprensa da Sercomtel informa que a operadora aguarda a intimação da Anatel, referente à apuração de possível desequilíbrio no contrato de concessão de telefonia fixa, para que possa analisar os parâmetros utilizados para o cálculo de saldos do Plano Geral de Metas para Universalização (PGMU) passados e se manifestar.”

Com informações de Telesíntese.

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