Divulgação/Smart Luz RJ

TIM vai ligar 12 mil câmeras em poste com 5G no Rio de Janeiro

Cristino Melo
6 min de leitura

A TIM vai conectar cerca de 12 mil câmeras de vigilância instaladas na iluminação pública do Rio de Janeiro, fazendo de cada poste 5G um ponto de envio de imagens em tempo real. A operadora descreve a iniciativa como inédita e vai apoiar o videomonitoramento da cidade com recursos de inteligência artificial integrados à sua rede de quinta geração, voltados a aplicações urbanas de grande porte.

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O projeto é feito em parceria com a Smart Luz, concessionária que administra a iluminação da capital fluminense, e foi divulgado logo após a série de falhas de segurança do Smart Sampa, em São Paulo. A meta é usar a alta velocidade e a baixa latência do 5G para alimentar sistemas que analisam as imagens e emitem alertas imediatos sobre ocorrências nas ruas.

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O PAPEL DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Com milhares de câmeras gerando vídeo sem parar, acompanhar manualmente tudo o que é captado fica difícil. É aí que entra a inteligência artificial, capaz de processar esse grande volume de imagens e apontar situações fora do padrão, ocorrências e mudanças relevantes na movimentação de pessoas e veículos. Quando algo chama atenção, o sistema pode disparar alertas em tempo real para as equipes responsáveis.

QUEM FAZ O QUÊ NO PROJETO

Apesar do alcance do sistema, a participação da TIM tem limites bem definidos. A operadora ficará responsável apenas pela conectividade, o que inclui o fornecimento dos roteadores e da infraestrutura necessária para levar as imagens das câmeras até o ponto de entrega em tempo real. As demais etapas, como guardar e usar o material gravado, ficam fora do escopo da empresa. Veja a divisão:

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  • TIM: conectividade 5G, roteadores, infraestrutura de transmissão e transporte das imagens por rede privada
  • Smart Luz: parceira no projeto e concessionária da iluminação pública, onde as câmeras estão instaladas
  • Fora do escopo da operadora: armazenamento, controle de acesso, tratamento e uso das imagens

UMA FAIXA EXCLUSIVA PARA AS IMAGENS

Outro recurso previsto é o fatiamento de rede, conhecido em inglês como network slicing. A tecnologia permite separar uma parcela específica da rede móvel para uso de uma única aplicação, como se fosse um corredor exclusivo de ônibus no meio do trânsito de uma grande avenida. No caso carioca, essa fatia pode ser reservada à transmissão das imagens, mantendo alta velocidade e baixa latência mesmo com a rede cheia.

“O sistema de videomonitoramento poderá contar com capacidade dedicada para a transmissão contínua de imagens, independentemente do volume de tráfego dos demais usuários da rede”, afirma Fábio Costa, vice-presidente B2B da TIM Brasil. Na prática, o uso intenso do celular por outras pessoas na mesma região não deve atrapalhar o envio contínuo das imagens.

MENOS CABOS E IMPLANTAÇÃO MAIS ÁGIL

O uso da rede móvel também muda a forma de instalar o sistema. Segundo Costa, “a conectividade móvel também reduz a necessidade de extensas estruturas de cabeamento, favorecendo uma implantação mais rápida, flexível e escalável”. O executivo acrescenta que a operadora vai empregar recursos do seu 5G para oferecer “uma infraestrutura preparada para aplicações críticas e para as demandas de uma operação urbana de grande escala”.

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REDE PRIVADA PARA PROTEGER OS DADOS

Na parte de segurança, a TIM optou por não usar a internet pública. As imagens das câmeras vão circular por uma rede privada virtual, a VPN, que cria um ambiente fechado entre os equipamentos instalados nos postes e o ponto onde o material é entregue. A escolha busca reduzir a exposição dos dados durante o transporte, etapa que fica sob responsabilidade da operadora no projeto.

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A preocupação ganhou peso depois do caso Smart Sampa, programa da Prefeitura de São Paulo que combina câmeras e reconhecimento facial. Vieram a público imagens do sistema, senhas de funcionários e dados sigilosos. A gestão municipal negou falhas nos mecanismos de segurança da plataforma e atribuiu o episódio a um vazamento ilegal cometido por um servidor da Guarda Civil Metropolitana.

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