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TIM aprova incorporação da I-Systems para unificar fibra

Cristino Melo
5 min de leitura

A TIM vai absorver a I-Systems, empresa de rede neutra de fibra óptica que pertence integralmente ao grupo, e encerrar a existência jurídica da subsidiária. A proposta de incorporação recebeu o aval do conselho de administração da operadora na sexta-feira (30), conforme fato relevante divulgado pela companhia no Rio de Janeiro. Na prática, a TIM passará a responder por todos os direitos e obrigações da controlada.

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O movimento busca enxugar a estrutura societária do grupo e reunir em uma única empresa as operações de infraestrutura de fibra, hoje divididas entre as duas companhias. Segundo a operadora, a mudança deve gerar ganhos de eficiência e reforçar a aposta em banda larga, especialmente na fibra até a residência (FTTH). A palavra final caberá aos acionistas, em assembleia marcada para 30 de novembro.

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COMO A I-SYSTEMS ATUA

A I-Systems atua no mercado de atacado, oferecendo infraestrutura de fibra óptica de forma independente para outras empresas que precisam levar conexão até o cliente final. É o modelo conhecido como rede neutra, no qual a mesma estrutura pode ser compartilhada por diferentes prestadoras. Com a incorporação, essa atividade deixa de ter uma empresa própria e passa a ser conduzida diretamente pela TIM.

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R$ 1,56 BILHÃO SEM NOVAS AÇÕES

O patrimônio líquido da I-Systems foi avaliado em R$ 1.562.205.580,51, valor apurado com base nos números de 31 de julho de 2026. O laudo ficou a cargo da APSIS Consultoria e Avaliações. Todo esse patrimônio será transferido para a TIM, que já detém a totalidade do capital da empresa de fibra. Por isso, a operação tem efeitos limitados para quem investe na operadora. Veja o que não muda:

  • Não haverá aumento do capital social da TIM
  • Não haverá emissão de novas ações
  • A composição acionária permanece a mesma
  • Não há relação de troca de ações nem direito de recesso para os acionistas

A companhia também afirmou não esperar custos relevantes com a reorganização. Além disso, disse não ter identificado riscos materiais adicionais além daqueles que já fazem parte das atividades da TIM e da I-Systems. Os documentos da operação, como o edital de convocação e o laudo de avaliação, estão disponíveis para os acionistas na sede e nas páginas eletrônicas da operadora.

TIM, I-Systems
Reprodução/Gemini

ANATEL JÁ DEU SINAL VERDE

Do lado regulatório, o caminho já está livre. A Anatel aprovou a operação e autorizou a transferência para a TIM das autorizações de serviço que estavam em nome da I-Systems, além dos registros regulatórios ligados às atividades da subsidiária. Falta, porém, uma etapa interna: concluir os procedimentos operacionais e tecnológicos necessários para integrar sistemas e rotinas da empresa de fibra à estrutura da operadora.

A TIM espera finalizar essa integração antes da assembleia de 30 de novembro. Se o cronograma for cumprido, a incorporação passa a valer em 1º de dezembro de 2026. Caso a etapa ainda não esteja concluída até lá, os acionistas poderão aprovar a operação de forma condicionada, e a administração ficará responsável por definir uma nova data para que a mudança comece a produzir efeitos.

APOSTA NA FIBRA ATÉ A CASA

Para a operadora, reunir tudo em uma única empresa deve facilitar a gestão da infraestrutura de fibra. A ideia é integrar ativos, equipes e processos que hoje estão separados, o que, segundo a companhia, tende a melhorar a eficiência operacional e a alocação de investimentos. O plano está alinhado à estratégia da TIM para banda larga, segmento no qual a empresa quer ampliar sua presença.

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Entre os benefícios citados estão o fortalecimento da oferta de FTTH, tecnologia que leva a fibra diretamente até a casa do cliente, e uma capacidade maior de aproveitar oportunidades de crescimento e geração de valor no mercado de conectividade. A consolidação das operações de infraestrutura em uma só companhia é vista pela TIM como peça central dessa estratégia para os próximos anos.

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